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Archive for the ‘ chile ’ Category

Recentemente, o enólogo José Inácio Maturana (ex-Casa Silva por 15 anos), agora em voo solo com vinícola chilena Maturana Wines | Puente Austral, esteve em Vitória/ES para mostrar alguns de seus vinhos.

Hoje falo um pouco sobre seu vinho laranja. Isso mesmo, nem branco nem tinto, é laranja, galera! Essencialmente, são brancos com um período mais longo de contato das cascas com o suco da uva. Esse contato, que transfere cor aos vinhos, originado da casca. A exposição ao oxigênio e a utilização das ânforas de barro e em outros materiais, reforça esta coloração. Normalmente sua estrutura é firme, lembrando um tinto, porém com frescor e mineralidade de um grande vinho branco.

O Naranjo Torontel 2016 é um verdadeiro Orange Wine (maceração 6 ½ meses), 13% de alcool, natural, elaborado com a uva “Torontel” de vinhedos com 80 anos (Secano, Maule), produção 1.500 garrafas. Sua cápsula é feita em cera, característica apresentada somente nos grandes vinhos. Um chileno eleito como “revelação do ano” e premiado com “95 pontos no Guia descorchados 2017″ e até então desconhecido.

Na taça mostra um nariz sedutor, com notas florais, de casca de laranja e ervas. O paladar é fresco, porém acompanhado de leve untuosidade e ótima persistência. Uma delícia! Acompanha peixes, frutos do mar e pratos temperados, como por exemplo da cozinha tailandesa, além de carnes de frango e porco, e até intensas como a de cordeiro.

Em breve estará no Brasil pela Anbordu Trading – 27 2142-2159.

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Você já deve ter ouvido muito falar na palavra “Terroir”. Mas você consegue defini-la? O terroir é a união de solo, clima, variedade de uva e o trabalho do homem. Da mistura desses elementos nascem, em cada vinhedo, vinhos únicos, que representam a personalidade de cada uma das diferentes regiões do mundo – em outras palavras sua identidade.

Por isso quando se fale em vinhos de terroir, basicamente se está definindo um vinho que expressa uma região ou uma área vitivinícola determinada. Muitos vinhos que existem no mundo inteiro, com suas denominações ou apelações de origem (regras de cultivo), diferenciam-se entre si porque, além de diferentes combinações de castas, graduação alcoólica e rendimento por hectare, os solos ou o clima em que foram criados deixam, em cada um deles, uma forte personalidade.

É por isso que um Rioja (Espanha) – basicamente elaborado com a uva tempranillo – ou um Chablis (França) – elaborado exclusivamente com a uva Chardonnay – são muito diferentes de vinhos produzidos com a mesma variedade, em qualquer outra parte do mundo.

No chile, apesar de existirem poucas regras de cultivo, depois de décadas, o pais tem emergido como um importante produtor de vinhos tanto de entrada quanto premium. O que chama atenção para é o crescente número de vinícolas que produzem novos e interessantes vinhos em locais recém-descobertos. Em regiões costeiras de clima frio, como Casablanca, San Antonio, Elqui e Limarí, várias vinícolas estão elaborado excelentes Sauvignon Blanc, muito minerais e elegantes Pinot Noir. Nas regiões mais temperadas do Maipo, Aconcagua, Colchagua e Cochapoal, eles estão se especializando em aromáticos e saborosos Carmenere. E, no sul do Chile, em Bio-Bio, Malleco e do Vale do Maule, vinícolas estão provando que eles podem produzir distintivo Pinot Noir, Chardonnay e também reinventando a Carignan. 

Rafael Prieto, criador da Top Winemakers – já falamos por aqui – e um dos nomes que assinou o Guia de Vinhos de Chile, por muitos anos avaliou e acompanhou a evolução desses terrois, conseguindo identificar de onde vinham as melhores uvas. Diante disso criou o projeto Visionary Wines e convidou Juan Alejandro Jofré, eleito o melhor enólogo jovem do Chile em 2014 com o objetivo de elaborar uma linha de vinhos que pudesse viajar pela diversidade de estilos, climas e zonas do Chile, refletindo na taça o que cada terroir tem de melhor. Para se ter uma idéia onde eles querem chegar, as uvas de Cabernet Sauvignon foram compradas diretamente dos Vale de Maipo e a carmenére em Peumo excepcional micro-terroir para casta no Vale do Cachapoal.

Recentemente estive na Casa do Porto em Vila Velha, importador exclusivo da linha no Brasil, para provar sua linha completa, que inclui seus vinhos de entrada (mais simples), Singular Edition, e intermediária Special Edition e as superiores Private Edition e Premium Edition. Vinhos agradáveis e gastronômicos com uma boa relação qualidade x preço, no qual emito uma opinião pessoal nas próximas linhas.

Visionary Singular Edition Carmenére 2013 – R$ 39,90 – Onde encontrar: Wine Vix

  • 100% Carmenére, sem passagem por madeira, mostra um visual rubi claro, aromas de framboesa e leve floral. Paladar leve, frutado, se mostrando mais atraente que o nariz.

Visionary Singular Edition Cabernet Sauvignon 2013 – R$ 39,90 – Onde encontrar: Wine Vix

  • 100% Cabernet Sauvignon, sem passagem por madeira, mostra um visual rubi ​​claro, nariz agradável de frutas vermelhas e negras, com leve toque apimentado. O paladar é leve, fresco, com sabores privilegiando a fruta. 

Visionary Wines Special Edition Carmenére 2012 – R$ 59,90 – Onde Comprar: Wine Vix

  • 100% Camenére, com 50% do vinho envelhecido em carvalho por cerca de 12 meses, o que aportou mais estrutura e maciez ao vinho, além de boa presença de fruta.

Visionary Wines Special Edition Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 59,90 – Onde Comprar: Casa do Porto

  • 100% Cabernet Sauvignon, com 50% do vinho envelhecido em carvalho por cerca de 12 meses, macio, redondo, com boa concentração de frutas e especiarias.

Visionary Wines Private Edition Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 89,90 – Onde Comprar: Casa do Porto

  • 85% Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc 15% com passagem em barricas novas francesas. Agradável, elegante, com notas de frutas negras e vermelhas, além de ervas. Equilibrado, com taninos macios e final longo.

Visionary Wines Premium Edition Blend 2012 – R$ 189,00 – Onde Comprar: Casa do Porto

  • 80% Cabernet Sauvignon e 20% Carmenére. Visual granada escuro, nariz complexo de cerejas, ameixas, e toque de couro. Paladar com ataque macio, aveludado, confirmando as notas do nariz. Vinho de guarda.

MOVI – Movimento de Vinhateiros Independentes do Chile – www.movi.cl – é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilha da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

Acabei de participar de mais um encontro virtual no www.winebar.com.br onde representantes do MOVI explicaram o projeto. Também tive a oportunidade de provar um vinho. Trata-se do Polkura (pedra amarela, na língua Mapuche, fazendo referência à grande quantidade de granito amarelo presente nos solos argilosos da região) Syrah 2010, um tinto elaborado na região de Marchigüe, no extremo ocidental do Vale de Colchagua, com altitude, clima mais fresco e solos pobres na encosta, gerando conjunto que oferece condições ideais de maturação das uvas. Na taça mostrou muita concentração de fruta, estrutura e teor alcoólico. Para os que apreciam o estilo pancadão. Precisa respirar por no mínimo 1 hora. Deve evoluir na garrafa. ST (87+).


Terminando o roteiro de viagem pelo Chile, já hospedado em Santiago, fui visitar a vinícola Almaviva. Para chegar lá é fácil. Fica dentro da região metropolitana, cerca de 20 minutos de carro do centro. O endereço é: Av. Santa Rosa, 821 – Paradero 45, Puente Alto. A visitação e prova da safra 2008 custa U$$ 80 dólares por pessoa, somente com agendamento de segunda a sexta nos horários: 09:30, 11:30, 14:00 e 16:00 horas. E-mail para contato: visitalmaviva@almaviva.cl |Site: www.almavivawinery.com | Telefone: (56-2)2270 4226.

A vinícola que foi criada através de uma “joint venture” entre o Château Mouton Rothschild na França e a gigante Chilena Concha y Toro, nasceu em 1997, sob o conceito de Chateau Francês.  Suas características arquitetônicas mesclam o moderno com à paisagem da Cordilheira dos Andes além das tradições dos antigos moradores da região, os índios mapuches. 


Tive o privilegio de ser recebido pessoalmente pelo enólogo Michel Friou, pessoa de fino trato, humilde e profissional de muita capacidade, que inclusive me buscou no hotel. Logo na chegada passeamos pelo vinhedo que ocupa um terroir exclusivo, e depois pela única adega, no qual Michel comanda uma equipe técnica que se dedica ao vinho Almaviva, ícone supremo dos vinhos tops do Chile, e ao seu segundo vinho, Epu, uma versão mais econômica, mas de muita qualidade.

O terroir do Vale do Maipo, na zona central do Chile, Puente Alto, é reconhecido como oferecer as melhores condições ideais para o cultivo da uva Cabernet Sauvignon. No qual foram reservados 85 hectares exclusivamente para Almaviva.

A imagem do rótulo é uma reverência aos ancestrais chilenos, com a reprodução de um desenho que simboliza a visão do universo pela civilização Mapuche. 

A produção do Almaviva gira em torno das 12.000 a 15.000 caixa de 9 litros, sendo vendida para todo mundo, exceto os Estados Unidos, através de distribuidores especiais, os conhecidos “Negociantes de Bordeaux” e através de cadeias de distribuição. Atualmente, a distribuição de Almaviva na América Latina corresponde a 17% de suas vendas anuais, onde o mercado mais importante é o Brasil. Ásia representa 50%, Europa 18% e América do Norte 15%. Custa entre 550 a 900 reais no Brasil.

O segundo vinho da vinícola, o Epu (significa “dois” em mapuche), é elaborado também com uvas Puente Alto e composto pelo mesmo corte do Almaviva, a diferença é que este percentual da composição pode variar um ano para outro. O vinho também é engarrafado na vinícola o mesmo que Almaviva. Agora está sendo liberada a vindima de 2012, mesma que o Almaviva. Custa cerca de R$ 190 no Brasil.

Índios mapuches

Vinhas velhas de Cabernet Sauvignon, casta predominante no corte do Almaviva.

Vinhas mais novas plantadas em solo pedregoso.

As uvas chegam à adega em pequenas caixas plásticas, onde é feita uma rigorosa seleção dos bagos.  Após a seleção é feito a prensagem e a fermentação.

Os tanques de fermentação onde o mostro permanece por um período, cerca de duas a três semanas, com remuage feita com bomba hidráulica.

Após esse processo o vinho é transferido para as barricas de carvalho francês, onde amadurece separadamente antes de ser preparado o blend.

Michel Friou e Silvestre Tavares

Sala de engarrafamento e rotulagem.

Sala de degustação

Ao termino da visita tive a oportunidade de provar uma vertical de safras do Almaviva: 1997, 2005, 2008 e 2011, junto com Michel Friou. Na taça os vinhos estavam incrivelmente distintos, evidenciando a variação climática entre as safras, seu tempo de estagio em barricas, em garrafa e o percentual de Cabernet Sauvignon no corte. Diferente de outras vinícolas a vinícola a Almaviva engarrafa todos os anos, mesmo em condições climáticas adversas.

Almaviva 1997 – 72% Cabernet Sauvignon, 23% Carmenére e 5% Cabernet Franc – 16 meses em barrica – 13,5% – ST (93)

  • Visual já mostrando evolução com tom atijolado. Nariz intenso de frutas negras e vermelhas, além de tabaco, café e agradáveis toques de mentol e cânfora. Na boca, um vinho encorpado com taninos macios, boa acidez e persistência longa. Apesar de se mostrar inteiro, elegante e complexo, não acredito que vá evoluir mais. Um vinhaço para ser provado agora.

Almaviva 2005 – 74% Cabernet Sauvignon, 21% Carmenére e 5% Cabernet Franc – 18 meses em barrica – 14,5% – ST (91)

  • Visual rubi violáceo, aroma franco e fresco, mostrando notas de frutas negras e vermelhas, além de especiarias e notas minerais. Paladar com taninos macios confirmando as notas do nariz.

Almaviva 2008 – 66% Cabernet Sauvignon, 26% Carmenére e 8 Cabernet Franc 18 meses em barrica – 14,5% – ST (92)

  • Rubi violáceo denso, aroma com notas de frutas vermelhas, especiarias e mineral. Paladar de bom corpo, com finos e doces. Um belo Almaviva, profundo, complexo e muito bem proporcionado.

Almaviva 2011 – 67% Cabernet Sauvignon, 25% Carmenére, 5% Cabernet Franc, 2% Merlot e 1% Petit Verdot – 18 meses em barrica – ST (91+)

  • Visual impenetrável, aroma intenso, com muita concentração de fruta e de madeira se integrando. Paladar aveludado, com taninos finos. Paladar concentrado equilibrado, marca registrada da marca Almaviva.

Gazeta – 10-10-2014 – 66 (2).pdf by Silvestre Tavares Gonçalves

Gosta de viajar, visitar vinícolas e provar bons vinhos? Conheça seis vinícolas no Chile que oferecem ótima estrutura para receber turistas.

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta


Seguindo a viagem pelo Chile, chegamos à vinícola VIK no vale do Millahue (lugar de ouro no idioma nativo), em Cachapoal – Endereço: Millahue, San Vicente de Tagua Tagua. Tours: US$ 80 por pessoa. Isso inclui visita a vinha, adega e degustação. Almoço na vinícola: US$ 90 por pessoa, com um copo de vinho. Contato: contacto@vik.cl. Aberta todos os dias das 10 as 19 horas.

A vinícola é atualmente um dos projetos vinícolas mais importantes e impressionantes do mundo. Com grande investimento estrangeiro feito pelo bilionário norueguês Alexander Vik e técnicas inovadoras na vinha, VIK tentará nada menos do que fazer primeiro vinho de 100 pontos do Chile. Em um terreno de 4,300 hectares – onde a modernidade e tecnologia de ponta são associadas com as tradições mais antigas da enologia – uma equipe de elite de enólogos Patrik Vallet (Ex Chateau Pavie e El Principal), o chileno Cristián Vallejo e o também enólogo Gonzague de Lambert estão trabalhando fortemente para produzir o melhor vinho do Chile. 


Junto com as vinhas, VIK construiu um pequeno hotel de quatro quartos com aconchegante área comum, lareira e delicioso ambiente onde é oferecido jantar aos convidados.


O pequeno hotel dará lugar a um maior de 22 quartos, no topo de uma colina no meio da propriedade, oferecendo uma visão de 360 graus, com muito conforto e luxo. U$$ 600 diária. Fica pronto ainda esse ano.

Após a chegada fomos recebidos de 4×4 onde tivemos a oportunidade de passear pela propriedade e avistar os oito vales, divididos em 12 subvales, onde são plantadas vinhas de Carmenère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot que apresentam em seu terroir características próprias. A vinícola produz somente um vinho, o VIK, com produção máxima de 24.000 garrafas.

Provamos varietais (Cabernet Sauvignon, Franc, Merlot, Syrah e Carmenére) de diversos terrois.

A entrada da vinícola

Taques de fermentação

Sala de Barricas


Avaliação pessoal das safras: Preço R$ 500

Vik 2009 – Carmenère (60%), Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 18 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (94) 

  • Rubi, límpido e brilhante. Aromas evoluíram muito ao longo da degustação. Muito intenso, exibindo um aroma complexo, frutas vermelhas e traços florais sutis, além de caixa de charuto e café. Bom corpo, textura aveludada, equilíbrio perfeito entre álcool e acidez. Longa persistência.

Vik 2010 – Carmenère, Cabernet Sauvignon (54%), Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Petit Verdot – 23 meses em barrica – 14,5% – R$ 450,00 – ST (91+) 

  • Visual rubi, límpido e brilhante. Aroma mais tímido, com leve caráter balsâmico, frutas vermelhas e florais. Seu grande destaque é em boca, onde se apresenta potente e elegante, boa concentração de frutas e notas minerais. Excelente acidez, liberando muito frescor. Equilibrado, porém ainda pouco evoluído e com um longo caminho a percorrer. Futuro promissor, adega nele!

Safra atual

Vik 2011 – 55% Cabernet Sauvignon, 29% Carmenére, 7% Cabernet Franc, 5% Merlot e 4 % Syrah  – ST (94+) 

  • Visual púrpura impenetrável, negro, com lágrimas numerosas. Nariz aberto com notas de frutas escuras muito maduras, herbáceos leve, floral e mineral. No paladar é potente e elegante. Muita concentração de frutas, excelente acidez, taninos finíssimos e maduros. Equilibrado e de longa persistência. Um vinhaço!

Seguindo a viagem pelo Vale de Colchágua no Chile, a parada foi na Viu Manent, uma vinícola centenária familiar do Vale de Colchágua que vendia vinho de garrafão no centro de Santiago na década de 1930. A aquisição de vinhedos só aconteceu em 1966, quando a família comprou as terras atuais em Cunaco, onde já existiam vinhas velhas de Cabernet Sauvignon e Malbec, pouco difundida no Chile, até hoje fornecem a base para os vinhos mais elogiados da vinícola, atualmente focada em produzir produz vinhos de extrema qualidade.

Sala que mostra a história e a identidade do terroir

As opções na visita começam pelo tour de carruagem pelos vinhedos e bodega (US$ 28). A degustação de vinhos top custa (u$$ 60). Outra dica imperdível é almoçar no restaurante da vinícola chamado Rayuela, nas mesas ao ar livre são servidos, saladas, frutos do mar, carnes com um gasto médio por pessoa de (U$$ 35). (Carretera del Vino, km 37, 72/858-350, viumanent.cl). Aberta todos os dias das 10:00 as 18:00 horas.

Vinhedos voltados para a Cordilheira dos Andes

Passeio de carruagem pelos vinhedos

Almoço maravilhoso no restaurante Rayuela comtemplando o visual de tirar o folego!

Silvestre Tavares, José Mighel Viu (Proprietário), Sandra Polanco (Export Maneger) e Hong Sup Kim (Revista Adega)

Avaliação pessoal dos vinhos. Todos importados pela www.hannover.com.br. Enólogo Juan Pablo Lecaros.

Viu Manent Secreto Sauvignon Blanc 2014 – R$ 70

  • Esse branco é 85% Sauvignon Blanc e 15% de uvas “secretas” provenientes do Vale de Casablanca. Na taça apresentou visual amarelo esverdeado, nariz intenso com notas de pêssego, leve maracujá, caja e abacaxi. Uma verdadeira salada de frutas. No paladar apresenta confirma a fruta com excelente acidez, o que proporciona excelente. ST (90)

Viu Manent Single Vineyard Syrah 2012 – R$ 150

  • Um 100% Syrah supreendente. Visual perece petróleo, aromas de frutas negras em compota, couro, muito chocolate, tostado e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos aveludados, com fruta em compota, chocolate e pimenta. Muito longo e persistente. ST (94+)

Viu Manent Single Vineyard Malbec 2012 – R$ 150

  • Um “Malbec chileno” elaborado com uvas de vinhedos centenários. Aroma intenso lembrando frutas maduras, especiarias, notas florais e tabaco. Paladar estruturado, com taninos presentes porem macios. Confirma as notas do nariz. Persistente e agradável. ST (90)

Viu Manent Single Vineyard Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 150

  • 100% Cabernet Sauvignon, passa por 16 meses em barricas francesas. Visual violáceo, nariz com notas de frutas vermelhas, herbáceo e de mentol. O paladar bom corpo e acidez adequada. Taninos firmes. Boa persistência. ST (88)

El Incidente 2010 – R$ 260

  • Um corte de Carmenére 93%, Petit Verdot 4% e Malbec 3%, com uvas de três vinhedos localizados no vale de Colchagua. A carmenere do vinhedo La Capilla, a Malbec do vinhedo San Carlos e a Petit Verdot do vinhedo El Olivar. Os balões no rótulo remetem a fracassada viagem de balão que acabou com um pouso forçado no meio de uma praça na cidade chilena de Santa Cruz. Vinho muito estruturado, taninos ainda nervosos, fruta de grande qualidade que fogem do pimentão enjoativo. ST (92)

Viu 1 2010 – R$ 600

  • Vinho premium da vinícola elaborado com um corte de 98% Malbec e 2% Petit, amadurecido por 16 meses em barricas de carvalho francês. Visual violáceo, aromas deliciosos de groselha e ameixa, café, mentol e especiarias. No paladar é explosivo, taninos potentes, porém elegantes e com sua acidez equilibrada e muitos toques minerais. Grande persistência em boca, com um final muito elegante. Um vinhaço! ST (93)

O renomado enólogo Jean Pascal Lacaze (no centro da foto acima e André Andrès a direita) mais conhecido pelos capixabas por elaborar os vinhos da vinícola Quebrada de Macul: Penalolen, Domus Aurea, Stella Aurea, desembarcou em Vitória para apresentar em um almoço na Cantina do Bacco, promovido pela importadora Vinos & Vinos (http://www.vinosevinos.com.br), as novidades da vinícola Crazy Wines, também do Chile. A vinícola acrescentou um Syrah (R$ 280,00) a linha Triangle, considerada top da vinícola, um vinho intermediário, batizado de Crazy Angel, na faixa de R$ 80 reais e um vinho para entrar no mercado de volume, chamado T de Triangle, abaixo de R$ 50 reais. Os novos rótulos devem estar disponíveis no mercado capixaba e nacional dentro de 30 dias, segundo Hidelbrando Lacerda, diretor da importadora.

T de Triangle (50% Cabernet Sauvignon e 50% Syrah) – R$ 50

  • Esse vinho como falei acima será posicionando para um mercado de volume, abaixo de 50 reais. Na taça mostra médio corpo, boa intensidade aromática e um paladar agradável e fresco. ST (88)

Crazy Angels (50% Cabernet Sauvignon, 25% Carignan e 25% Syrah) – R$ 80

  • O Crazy Angels é mais sedoso, com boa complexidade no nariz, paladar com mais corpo e persistência, além de uma fruta intensa. ST (89)

Triangle Carignan 2010 – R$ 278

  • O Triangle Carignan é bastante encorpado, com muita fruta e especiarias. Destaca-se pela acidez e equilíbrio. Muito gastronômico. ST (91)

Triangle Syrah 2012 (Novidade) – R$ 278

  • Novidade da vinícola, em minha opinião o mais encantador dos três, pela exuberância de aromas e sabores. Syrah não tem erro! ST (93)

Triangle Cabernet Sauvignon 2009 – R$ 278

  • Um 100% Cabernet Sauvignon, típico, com notas herbáceas e de especiais, além de fumo e couro. Paladar estruturado, amplo, para provar agora ou guardar por mais 15 anos. Longo! ST (90+)

Stella Aurea 2009 – R$ 169

  • Velho conhecido com as típicas notas de eucalipto e mentol, que se confirmam em boca. Bom frescor e corpo médio. Delicioso. ST (90)

Continuando pelo Vale do Colchágua, mais precisamente na cidade de Palmilla  a visita agora é na Maquis (El Bosque Sur 130 piso 14 - Santiago, Chile Telefone: + 56-2-3794500 Fax: + 56-2-3794581 – www.maquis.cl), um belíssima vinícola cercada pelo rio Tinguiririca e o Chimbarongo.

A história da propriedade sob o comando da família Hurtado Vicuña começou por volta de 1927, quando o jovem engenheiro Ignacio Hurtado decidiu construir uma adega de vinhos na fazenda. No entanto, o negócio era focado na venda de suas uvas, e somente anos depois, os proprietários tomaram a decisão de replantar os 135 hectares de vinhedos com bons clones de variedades tintas para produzir seus próprios vinhos, focados na qualidade, personalidade e o mais natural possível. 

O terroir é beneficiado pelo rio e o estuário, que estão em um nível entre quatro e oito metros abaixo da vinha e, portanto, não infiltram gerando umidade. Além disso, este diferencial agiria como uma drenagem natural da vinha para as partes mais baixas do terreno, especialmente porque alguns solos de profundidade são, principalmente, de cascalhos e pedras. Além do fato de que o curso de água são tão próximas às plantações, o que ajudaria também a manter as temperaturas máximas no local um pouco melhor do que o normal no vale durante a maturidade das uvas.

Desde 2005, a Viña Maquis passa por um processo de modernização ambiciosa, com a construção de uma nova adega com a mais alta tecnologia e da criação de uma equipe liderada pelo gerente geral Ricardo Rivadeneira Hurtado, Emily Faulconer como chefe de enologia e assessores franceses como Xavier Chone, que também presta consultoria a Chateau Yquem, Leoville Las Cases, Opus One entre outras. Sob a influência de Xavier as vinhas estão estrategicamente plantadas e cultivadas com irrigação mínima. A Carmenere é plantada nos pontos mais quentes e Cabernet Franc, grande expressão da vinícola, nas áreas mais frias. Vinhas com agricultura sustentável, a caminho da certificação orgânica.

Especialista Vinificação Jacques Boissenot, que presta consultoria para quatro dos cinco Premier Grand Cru Classé de Bordeaux – Chateaux Margaux, Lafite, Latour, e Mounton Rothschild , está no comando da equipe de enologia. Difícil de dar errado, não é? rs

 Em geral posso dizer que gostei muito dos vinhos, frescos, com menor teor alcoólico e com uma acidez equilibrada e natural, sem correções.


Hong Sup Kim (revista Adega), o enólogo Ricardo Rivadeneira e Silvestre Tavares.


Começamos com a linha de entrada da vinícola chamada de Calcu. No idioma indígena, Calcu significa “Mágico”. A linha se encontra hoje na www.buywine.com.br.

Calcu Sauvignon Blanc 2014 – R$ 40

  • Elaborado com uvas plantadas aos pés da Cordilheira, se mostrou refrescante com notas de verde maçã, peras, abacaxi e frutas cítricas. ST (87)

Calcu Cabernet Sauvignon Grand Reserva 2012 – R$ 40

  • Aroma intenso lembrando menta, frutas vermelhas e negras maduras, além de especiarias. Paladar de médio corpo, taninos presentes e acidez correta. Não encanta, mas tem personalidade. St (88)

Calcu Futa Cabernet Sauvignoin 2009 – R$ 100

  • Futa significa “magnífico” na língua indígena. Vinho top da linha Calcu, mostrou aroma bem integrado de frutas maduras, especiarias, baunilha e um leve vegetal. Paladar é estruturado, com taninos doces e presentes. Final longo e agradável. ST (90)


Partimos para linha premium da vinícola, que está sem importador no Brasil. Uma pena, são ótimos.

Maquis Rosé 2014 – U$$ 6

  • Um rosé elaborado 100% de malbec, com rápido contato com a casca, mostrando uma linda cor. O paladar é delicado, com ótima acidez, fruta limpa e levemente doce, mas nada que desagrade o paladar. ST (87)

Maquis Carmenére Reserva 2011 – U$$ 6

  • Exclusivamente Carmenére, apresenta aroma intenso de cravo picante e uma nota agradável de alecrim, além destacada fruta vermelha. Na boca, é fresco, com taninos doces e um sabor encorpado e persistente. ST (88)

Maquis Cabernet Franc Reserva 2011 – U$$ 6

  • Elaborado exclusivamente com a uva Cabernet Franc, mostrou taninos robustos, frutas vermelhas e negras, especiarias, concentrado sem ser enjoativo, ajudado pela acidez viva. Gastronômico. ST (89)

Maquis Lien 2010 – U$$ 10

  • Elaborado com uma mistura de 42% Cabernet Franc, 32% Syrah, 23% Carménère, 3% Petit Verdot, proveniente de vinhas que levam no máximo 12 cachos de uvas por planta, onde somente os mais maduros são colhidos. Depois de vinificado passa por 12 meses em carvalho francês. O resultado é um vinho estruturado, porem com o domínio de fruta fresca, boa acidez, dando todo suporte. ST (90)

Maquis Viola 2009 – U$$ 22

  • Elaborado com uvas dos melhores vinhedos na propriedade Maquis. Um vinho equilibrado, elegante, potente e complexo. Paladar com textura suave da Carménère, a principal uva do corte, complementada pela finesse e força da Cabernet Franc. Viola é de 85% Carménère, 15% Cabernet Franc. ST (92+)

Maquis Franco 2010 – U$$ 40

  • Com fama de melhor Cabernet Franc (100%) do Chile, Franco é o vinho ultrapremium da vinícola, que pode ser apreciado agora, ou para os mais pacientes o tem capacidade de evoluir ao longo dos próximos 20 anos. Um vinho rico, com muita concentração de fruta, equilibrado e de muita complexidade. ST (94+)

Seguindo a viagem pelo Vale do Colchágua, Chile, o destino foi a vinícola Casa Silva (San Fernando, acesso pelo km 176 da Ruta 5, 72/710-204, casasilva.cl). Sem dúvida uma visita imperdível. Sua arquitetura colonial e seus vinhedos centenários fazem da vinícola um local ideal para experimentar o vinho chileno contemplando uma maravilhosa paisagem. Aberto de segunda a domingo, das 10h00 às 18:00 hrs (U$$ 14 com degustação) Reservas: tours@casasilva.cl Telefone: (56 72) 2913117. O restaurante abre no almoço e no jantar com opção de parrillas e peixes. Sem dúvida uma visita imperdível. 

 

O hotel na que conta com sete quartos (U$$ 140 casal), está desativado em virtude de um incêndio na casa do presidente Mario Silva Cifuentes. Por estas razões, ele teve que ir para o hotel. Só será aberta para receber, na medida do possível e de acordo com sua capacidade. 

História

Viña Casa Slva nasceu em 1997, com Don Emilio Bouchon, a primeira geração chegou ao Chile em 1892, de Bordeaux, St. Emilion, França. Desde esse tempo, ele dedicou à produção de vinho, sendo pioneiro no Vale de Colchagua. Em 1997 que Mario Pablo Silva, filho mais velho da quinta geração, compartilhou com seu pai, Mario Silva, o sonho de produzir vinhos com sua própria marca, se dedicando grande parte de sua vida na recuperação de antigos vinhedos, na adega, e também no ganho de conhecimento sobre terroir do Valle de Colchagua. Pouco depois de seus filhos, Francisco, Gonzalo e Raimundo, seguem contribuindo para o desenvolvimento e gestão integrada da Viña Casa Silva.  

Vinhedos

Angostura (sede), Lolol, Paredones (próximo ao mar) e Los Lingues (continental) são os terrois da Casa Silva, que se distinguem, possibilitando mpla adaptação de diversas cepas. Los Lingues, ao norte de Colchagua é mais favorável para a Carmenère. Em Lolol a aposta são na Syrah e Viognier. Já Paredones mais próximo ao mar, produz bem a Sauvignon Blanc.


O responsável pelo sucesso da vinícola é nada menos que o enólogo Mario Geisse (foto acima). Velho conhecido dos brasileiros, que comanda em conjunto com seus filhos, Inácio, Rodrigo e Daniel, a Cava Geisse, uma vinícola especializada na produção de espumantes, em Pinto Bandeira, Serra Gaúcha (RS), Brasil.

Barrica Carmenére de Los Lingues – The Best

Mário também é conhecido como o mago da Carmenére, uma das cepas mais apreciadas pelos brasileiros, sucesso da vinícola, mas que exige um manejo preciso. Originária na França, foi no Chile que a Carmenère (por muito tempo confundida com a Merlot) encontrou seu lugar, se desenvolvendo e mostrando sua qualidade. Atualmente uva símbolo do país. Colhida antes de seu completo ciclo de maturação, mostra um intenso caráter vegetal, o famoso pimentão verde, que muitos relacionam a tipicidade e a qualidade. Mas não é qualidade, e sim defeito. Normalmente é a ultima uva a ser colhida, em maio aproximadamente. A vinícola sob o comando de Mario realiza ha bastante tempo um estudo que vai decifrar os melhores terrois para cada um dos clones da uva existentes no Chile. Que são muitos, diz Mário. 

Export Manager Brasil – Thomas Wilkins, gente da melhor qualidade.

Vinhedo antigo de Sauvignon Gris (branco), redescoberto em 1998, sendo hoje a Casa Silva uma das poucas vinícolas no mundo que elaboram um vinho feito 100% a partir desta casta cujo as vinhas datam de 1912.

A Viña Casa Silva vem transformando seu vinhedo em orgânico.

A foto da foto, rs. Flagrando o momento do click do meu colega de viagem, Hong Sup Kim, colaborador da revista adega.

Os vinhos são importados pela “Vinhos do Mundo” – http://www.vinhosdomundo.com.br

Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc 2013 – R$ 90

  • Elaborado com uvas da parte fria do Vale do Colchagua, apresenta um nariz fresco com nota intensa de frutas, como cajá e maracujá e também aspargos. O paladar, além da confirmação da fruta, mostrou muita mineralidade, aportada pelo solo granítico da região. ST (89)

Casa Silva Sauvignon Gris 2013 (Andes) – R$ 60

  • Um curioso branco elaborado 100% com a uva Sauvignon Gris de vinhedo antigo e raro, redescoberto em 1998, cujo as vinhas datam de 1912. Um vinho com menos acidez e com maior estrutura e cremosidade. ST (88)

Casa Silva Quinta Geración 2012 – R$ 110

Um corte incomum de uvas brancas – Sauvignon Blanc, Chardonnay, Sauvignon Gris e Viognier. Toque de ervas, flores e fruta fresca. Estruturado, cremoso, com uma pontinha doce que não chega a incomodar. ST (89)

Casa Silva Carmenére Reserva 2012 – R$ 60

  • Bastante frutado, com notas típicas, paladar de corpo médio, fácil de beber, macio. ST (88)

Casa Silva Carménere Gran Terroir 2012 – R$ 105

  • 100% de uvas de Los Lingues, o melhor terroir para a casta, mostrou mais estrutura e imponência ao vinho. ST (89)

Casa Silva Cabernet Sauvignon 2012 – R$ 105

  • Um vinho bastante aromático, com notas de frutas vermelhas e negras, vegetais, terra molhada e especiarias. Paladar com taninos presentes, um pouco duros. Boa acidez e persistência. ST (88)

Casa Silva Quinta Geración Tinto 2010 (corte) – R$ 120

  • Um corte de 58% Cabernet Sauvignon, 22% Carmenere, 16% Syrah, 4% Petit Verdot, que mostra principalmente equilíbrio e elegância. Aroma mostrando frutas negras e vermelhas, tabaco, café e especiarias. Paladar concentrado, taninos presentes e finos. Confirma as notas do nariz. Longa persistência. ST (90)

Casa Silva Microterroir Carmenére 2007 – R$ 430

  • Após anos de estudos foram selecionadas pequenas parcelas dentro dos vinhedos de Los Lingues, os melhores lotes de plantas que produziam o melhor Carmenère. Denominou-se esse lote de “Micro Terroir Carmenère”. Esse vinho mostra estrutura, taninos suaves, frutas e especiarias, e longa persistência. ST (91+)

Casa Silva Altura 2008 – R$ 620

  • Vinho ícone da vinícola, de produção limitada, 14 meses em barricas francesas + 36 meses em caves subterrâneas esperando o momento de seu lançamento no mercado. Uvas 40% Carmenere, 30% Cabernet Sauvignon, 15% Syrah e 15% Petit Verdot. Na taça mostra muita força e elegância. Nariz complexo com um mix de frutas, especiarias, tosta, café e chocolate. Paladar concentrado, longo e super prazeroso. Um vinho de guarda. ST (94+)