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Archive for the ‘ Chardonnay ’ Category

No dia 28 de setembro tive a oportunidade de conhecer vários rótulos brasileiros no CIC (Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves), evento intitulado “Volta ao Brasil Vitivinícola em sessenta minutos“. Por lá apesar do tempo curto pude provar com atenção a linha de espumantes e um chardonnay da vinícola Quinta Don Bonifácio.

Quinta Don Bonifácio é uma vinícola familiar, comandada pelos irmãos Marina e Gonçalo Libardi (foto acima). Está situada a 800 metros de altitude em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. O projeto nasceu no ano de 2000 com a construção do Vinhedo Santa Lúcia e do Vinhedo São Francisco.

A produção teve inicio em 2007, e hoje gira em tordo de 150 mil garrafas ano, estando focada na elaboração de espumantes, que domina com 80% desse total, demonstrando o que há de melhor em nosso terroir.

A linha básica é composta de 4 rótulos, Moscatel, Brut, Rosé, Brut Rosé. Provei dois rótulos, vamos a eles:

Quinta Don Bonifácio Brut – 12% – ST (87)
- Elaborado pelo método Charmat, é um corte de Merlot e Chardonnay. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas pequenas e persistentes. O aroma tem notas de frutas como melão e maça, com um fundo de leveduras. Paladar com toque aveludado, boa fruta, equilibrado e um final persistente. Uma beleza de espumante. R$ 39,00.

Quinta Don Bonifácio Brut Rosé – 12% – ST (87)
– Um corte inusitado de Chardonnay, Merlot e Sangiovese. Visual tendendo a cereja, límpido e brilhante, com perlage fina e pesistente. No nariz destaca as notas de frutas vermelhas, como morango e framboesa. O paladar é fresco com notas frutadas.

A linha Habitat é composta por 6 rótulos, Cabernet, Merlot, Licoroso, Champanoise, Brut Rosé e um Chardonnay. Provei dois rótulos, Champenoise e o Chardonnay (tranquilo).

Quinta Don Bonifácio Brut Champenoise 2009 – 12% – ST (90)
– Elaborado pelo método Champenoise, o mesmo usado por espumantes da região de Champagne, com as uvas Chardonnay 50% e Pinot Noir 50%. Permaneceu por 18 meses em contato com as leveduras. Foi o grande destaque na ExpoVinis 2012, classificado como TOP TEN. Apresenta um visual amarelo palha, límpido e brilhante, perlage intensa, bolhas finíssimas e persistente. Aroma complexo e delicado lembrando amêndoas, mel, leveduras e panificação. Agradável sensação de boca, fresco, equilibrado, com notas confirmando o nariz. Um espumante que impressiona pela sua qualidade. R$ 65,00.

Quinta Don Bonifácio Chardonnay – 13,5% – ST (88)
– Elaborado com 100% da uva Chardonnay e fermentado em tanque de inox. Apresenta um visual amarelo claro, límpido e brilhante. No nariz notas de frutas tropicais, bem como toques levemente amanteigados e de amêndoa. Na paladar o corpo é médio, com bom equilíbrio do álcool e a acidez, boa concentração de frutas, e com boa persistência. Agradável surpresa. R$ 55,00.

No Espirito Santo
a linha da Quinta Don Bonifácio pode ser encontrada na Casa do Porto de Vila Velha, fale com o Gil. Avenida Champagnat, 107, Praia da Costa Vila Velha – ES, 29100-010 – Telefone: 27 3329-3518

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Bom dia meus amigos, hoje é dia de #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs). A brincadeira é a seguinte. Todos os meses um confrade, blogueiro, escolhe um tema. A partir dai compramos as nossas garrafas e provamos, postando nossas impressões no primeiro dia de cada mês. Esse mês quem escolheu o tema foi o Blog Vivendo a Vida, “um vinho branco brasileiro, qualquer uva e preço”.

O vinho que escolhi foi o Don Laurindo Chardonnay 2011 que provei em recente visita a vinícola. É um 100% chardonnay que já ostenta no rótulo a D.O (Denominação de Origem). O Vale dos Vinhedos foi a primeira região com classificação de Denominação de Origem (DO) de vinhos no país. Sua norma estabelece que toda a produção de uvas e o processamento da bebida seja realizada na região delimitada do Vale dos Vinhedos. A DO também apresenta regras de cultivo e de processamento mais restritas que as estabelecidas para a Indicação de Procedência (IP), em vigor até a obtenção do registro da DO, outorgado pelo INPI. Um dessas normas determinam que a chardonnay tenha mínimo de 85% da variedade e tb mínimo de 11%, em volume. A chaptalização e a concentração dos mostos não são permitidas. Em anos excepcionais o Conselho Regulador da Aprovale poderá permitir o enriquecimento em até um grau. Poderá haver a passagem dos vinhos por barris de carvalho, mas não serão autorizados “chips” e lascas ou pedaços de madeira.

Avaliação Pessoal: ST *86 – Don Laurindo Reserva Chardonnay 2011 – 12% – R$ 36,00Aqui

Na taça o visual mostra um amarelo brilhante, nariz franco apresentando uma salada de frutas com notas de abacaxi, pêssego, maça verde e melão. Também achei notas florais. O paladar é seco, com boa concentração de fruta e uma certa mineralidade. Bom suporte de acidez, equilibrado, gerando bom frescor. Persistência média. Um vinho leve, fresco, ideal para esse calorão que está fazendo.

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Dando seguimento aos comentários da viagem ao Sul do Brasil, falo hoje um pouco sobre a visita a vinícola Casa Venturini. A vinícola está localizada coração da Serra Gaúcha, interior de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Terra do Galo, lugar onde as tradições e mitos da imigração italiana foram preservados.

A história da vinícola começou em 1989, com uma estrutura familiar antiga, que nasceu na região nos anos 1970. No final dos anos 1980, uma joint-venture de São Paulo juntamente com um enólogo gaúcho assume a vinícola. Com o passar dos anos, a vinícola passou por uma cuidadosa reestruturação, porém mantendo suas características originais. Tudo de olho na qualidade, mas sem perder a herança cultural.

Em 1997, com nova mudança societária, a empresa passa a chamar-se Góes & Venturini. Em 2001, começa a produção da linha de vinhos finos, colocando no mercado produtos que posteriormente passariam a ser premiados em todo o mundo.

Em 2009, ao completar 20 anos, o empreendimento inicia uma nova etapa abrindo o parque vitivinícola para visitação turística, entrando no enoturismo do Brasil.

Felipe Bebber enólogo da vinícola.

Como estávamos com pouco tempo para a visita, partimos direto para a degustação de um de seus melhores vinhos, uma vertical do Chardonnay coma as safras de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e a 2012, um verdadeiro privilégio.

Super premiado o Casa Venturini Chardonnay pelo 4º ano consecutivo fica entre as 16 amostras mais representativas da Avaliação Nacional de Vinhos, o evento mais importante do Brasil, no qual tive o privilégio de participar este ano. O melhor de tudo, o vinho custa R$29 na vinícola.

Não vou aqui fazer uma descrição individual dos vinhos. Achei todos muito parecidos, com notas de melão, banana e abacaxi. Na boca, um corpo médio, bom equilíbrio entre a acidez e álcool, sem amargor final. Retrogosto frutado, confirmando as notas do nariz e uma persistência final média. Destaque para a safra 2012 que apresentou bastante frescor, lógico, pela sua juventude.

Outro vinho degustado foi o Casa Venturini Tannat 2009, que também na Avaliação Nacional, figurou entre os 30% mais representativas (SAFRA 2012). Um vinho com bastante estrutura, com 18 meses em barricas de carvalho, aromas de boa intensidade, fruta escura, tostado, toque animal. Vinho seco, acidez correta, equilibrado em álcool, corpo médio, tânico, com final de média persistência. Custa também R$29,00 na vinícola.

Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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A vinícola Campos de Cima é uma propriedade familiar com mais de 150 anos, conhecida como uma “vinícola de mulheres“, por suas três proprietárias serem do sexo feminino e por ter mais de 50% da mão-de-obra formada por mulheres. Está localizada na Campanha Oriental do Rio Grande do Sul, Itaqui (RS). A região está associada ao paralelo 31, uma linha imaginária que corta países como Austrália, Nova Zelandia, Africa do Sul, Chile e Argentina, que é considerado o mais indicado para o plantio de uvas, por apresentar condições climáticas bem definidas. 

Dentro dos vinhos degustados da vinícola em recente viagem ao Sul, o espumante Campos de Cima Extra Brut me chamou bastante atenção. É elaborado com as variedades Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional (champenoise), onde a segunda fermentação ocorre em garrafa.

Avaliação Pessoal: ST (90) – 12,5% – Chardonnay e Pinot Noir – R$ 35,00 – Site da vinícola (http://bit.ly/Qq136n).

  • Visual amarelo palha, com bolhas pequenas e persistentes. Aromas de levedura, mineral, com toques de mel e frutas secas. Elegante e austero. Paladar com bom corpo e ótima acidez. Equilibrado. Persistência aromática longa, com notas de frutas secas e levedura. 

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Em recente encontro com produtores de Pinto Bandeira (RS), tive a oportunidade e o privilégio de provar em primeira mão, na companhia de Daniel Geisse e Carlos Abarzúa Espejo, os lançamentos da vinícola Cave Geisse: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 e Cave Geisse Blanc de Noir Brut Vintage 2009.

Fundada em 1979 pelo chileno Mario Geisse (Ex Chandon do Brasil), a vinícola está localizada em Pinto Bandeira (RS), onde possui 76 hectares, dos quais 23 são apropriados para o cultivo de Chardonnay e Pinot Noir. A região tem boa amplitude térmica, é mais alta (750 metros de altitude) e mais fria do que o Vale e os vinhedos, com uma posição solar ideal para a produção dos vinhos.

No controle de doenças e pragas, é utilizada uma técnica desenvolvida no Chile pela empresa Lazo TPC (Thermal Pest Control), uma máquina de jato de ar quente que ativa as defesas naturais das plantas, diminuído o uso de agrotóxicos.

Para quem ainda não sabe os vinhos espumantes elaborados somente com uvas brancas Chardonnay são chamados de Blanc de Blancs, branco de brancas. E os Blanc de Noirs, menos frequentes, são elaborados somente com uva tinta, geralmente a Pinot Noir.

Perfeita sala de degustação da vinícola Aurora, onde foram apresentados os produtos.

Lançamento: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 (12,5% de álcool e 8,5 gramas de açúcar por litro), 100% Chardonnay, foi elaborado pelo método tradicional (Champenoise), 28 meses de autólise.

  • Visual amarelo esverdeado, com bolhas pequenas, numerosas e persistentes. Nariz com notas de frutas secas, tropicais, floral, panificação e mel. Corpo médio, acidez é marcante, além de uma cremosidade muito agradável. Persistente, aromático, apresentou frescor e notas tostadas, sem amargor. 

Lançamento: Cave Geisse Blanc de Blanc Brut Vintage 2009 (12,5% de álcool e 8,5 gramas de açúcar por litro), 100% Pinot Noir, foi elaborado pelo método tradicional (Champenoise), por 28 meses em autólise.

  • Visual rosa claro de média intensidade com ótimo perlage. Nariz aberto de frutas vermelhas e brancas, toques florais e de fermento. Paladar estruturado, muito boa acidez e ótima cremosidade. Persistência aromática de boa intensidade, deixando um final bastante fresco.

Os Capixabas poderão encontrar em breve na Loja da Ville du Vin em Vitória ao preço de R$ 85,00 reais a garrafa.

*Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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Por Marcos Fonseca – Leyda Chardonnay Lot 5 “Wild Yeasts” 2007 – 14%.

Costumava gostar desse vinho. Um típico Chardonnay estilo NM, com fruta pungente, manteiga, uma leve tosta, tudo muito bem contrabalançado por boa acidez e até um traço mineral. Dessa vez não supriu as expectativas. Senti falta de uma acidez mais presente, item fundamental pra que o vinho se mantenha equilibrado e vivo. Sem isso ele fica um pouco chato. Conclusão: Vinho pra se beber bastante jovem (arriscaria dizer até uns 3 anos de idade) enquanto ter verve suficiente pra dar conta dos excessos.

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Na noite desta terça-feira participei de um jantar harmonizado promovido pela dupla dinâmica Helio Massoni e Simey Santos, da Enótria, em parceria com a Importadora Vinci, no restaurante Mexido, aqui na capital capixaba. Para apresentar os vinhos esteve em vitória os representantes da importadora, Rafael Porto e Ederson Possatti, que deram conta do recado.

Filha do grande Nicolas Catena, o principal e mais respeitado nome do vinho argentino, Laura Catena é conhecida em todo mundo como embaixadora da uva Malbec. Estudou biologia em Harvard e medicina em Stanford, mas abandonou a medicina para dedicar-se a viniticultura em meados dos 90. É braço direito do pai nas Bodegas Catena Zapata como vice-presidente e ainda encontra tempo para dirigir suas próprias vinícolas, Luca (homenagem ao seu filho de mesmo nome) e La Posta. 

Os belos vinhos de Laura Catena

O cardápio foi desenvolvido pela equipe do restaurante mexido, comandada Chef Ana Beatriz Seguchi, junto ao Sommelier da Enótria Helio Massoni. Foi um show de qualidade, aonde a gastronomia formou uma parceria perfeita com os vinhos.

Prato: Mini dourado de brie com salada e redução de tangerina – (Nota 1000)

Começamos a noite com o Luca Chardonnay 2009 (uvas da Borgonha), R$ 149,00, ST (91). Passou por 12 meses em carvalho. Nariz com nota de abacaxi maduro, manteiga, damasco e mel. Paladar Cremoso, gordo, com ótima acidez dando suporte ao peso, com um final longo. Segundo Robert Parker, este soberbo branco é o candidato ao melhor Chardonnay da Argentina entra ano e sai ano, tendo merecido consecutivamente 92 pontos na safra de 2009. 

Prato: Camarões ao molho de ostra e gengibre (Picante)

Luca Pinot Noir 2009 (uvas da região de Pomar na França), R$ (149,00), ST (91). Aromas tradicionais de cereja, floral, terroso, taninos macios, ótima acidez, equilibrado. Aguentou bem o prato bastante picante. Recebeu 93 pontos de Robert Parker nessa safra de 2009, a nota mais alta concedida pelo crítico a um Pinot Noir argentino!  

Prato: Riso al Salto (rabada desfiada) – para comer de joelhos!

Luca Syrah Laborde Double Select 2009, R$ 142,00, ST (92). Visual perece petróleo, aromas de frutas maduras, couro e carne defumada, com notas de tostado de carvalho e especiarias. O paladar é rico, exuberante, com taninos bem estruturados, com fruta em compota e pimenta. Muito longo e persistente.

Prato: Escalope negro (no carvão), com legumes churrasqueados e purê de aipim. TOP

O quarto prato foi harmonizado com os dois vinhos TOP da vinícola; BESO DE DANTE 2009 (homenagem ao filho de meio de Laura Catena), R$ 189,00, ST (94), um corte de Cabernet Sauvignon (45%) e Malbec (55%), com uvas vale do Uco de 3 vinhedos diferentes,  um de Gualtallary com 1500 de altitude. Na taça mostra uma elegância incomum aos vinhos argentinos, muito cremoso, potente, um vinhaço.

O outro TOP é o LUCA MALBEC 2009, 100% Malbec, R$ 180,00, ST (91+), poderoso, mostra muita estrutura, gordo, porém com uma madeira destacada, que esconde a fruta tanto no nariz, quanto na boca. Mais vamos esperar, acho que mais uns 2 aninhos em garrafa essa madeira vai integrar.

Parfait de banana com chocolate, para fechar a noite com uma dose de glicolse!

MEXIDO RESTAURANTE - R Affonso Cláudio 259 lj 4 - Praia Canto – Vitória, ES | CEP: 29055-570 – Tel: 3315.80.92

Enótria – Av. Rio Branco, 1383 – Praia do Canto – Vitória-ES – 55 (27) 3345-8696 -  enotria@enotria-es.com.br

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Mais uma agradável surpresa que recebi através do Clube de Vinhos Winelands, reforçando a resenha publicada recentemente no blog, que mostra as vantagens de se associar nessa nova modalidade de compras, gerando a oportunidade de conhecer na taça, vinhos de várias uvas e países, denominações, alguns exclusivos, ampliando horizontes, melhorando assim a nossa litragem.

Dessa vez foi um vinho branco da Borgonha sem passagem por madeira, da denominação Vire-Clessé (não conhecia), uma (AOC) para vinho branco, que tem a chadonnay como a única uva permitida, localizado na parte norte da sub-região Mâconnais. Não há Premier Cru nesta AOC. Foi criada em 1999, quando esta área foi atualizado para ser uma denominação “separada – Mâconnais cru” semelhante, por exemplo a Pouilly-Fuissé. 

O vinho degustado foi o LG Vire-Clessé 2010, proveniente de vinhas possuem idade entre 25 e 90 anos, onde o produtor, Estate Laurent Gondard, faz questão de salientar que a colheita é feita no último momento possível para que as uvas estejam “super maduras” e possam passar para o vinho maior riqueza e complexidade de aromas. 

Avaliação Pessoal: ST (90) – França – Borgonha – Vire – Clessé – 100% Chadonnay – 13% – Clube de Vinhos Winelands

Visual amarelo palha de média intensidade e brilhante. Aroma com predomínio mineral, mesclando com notas de frutas brancas, frutas tropicais e de ervas. Corpo médio, ótima acidez, gerando bastante frescor. Retrogosto confirma o nariz, com final agradável e de média persistência.

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Para quem ainda não sabe, no Brasil, a safra 2012 foi considerada uma das melhores de todos os tempos, favorecida pelo clima seco e ensolarado, gerando uvas sadias, com maior concentração, resultando em vinhos de maior qualidade, concentrados, complexos e possivelmente longevos.

Esta semana ao fazer compras em um supermercado local fiquei curioso ao me deparar com esta garrafa de Casa Valduga Leopoldina Chardonnay2012” (Vale dos Vinhedos) e decidi levar para escoltar um risoto de camarão com raspas de limão siciliano.

A menção “Leopoldina” na garrafa se refere ao período Imperial, com a chegada do primeiro descendente Valduga no Brasil, tendo a monarquia batizado a região do Vale dos Vinhedos com o nome da Princesa Leopoldina. Localizada nesta mesma região, a vinícola Casa Valduga homenageou em 1972 seu primeiro vinho rotulado com o nome da Princesa. Passados 40 anos, a vinícola decidiu novamente homenagear, porém não apenas a Princesa, mas a todo o período de luta dos primeiros imigrantes.

Avaliação Pessoal: ST (87) – Brasil – Vale dos Vinhedos – Chardonnay – 13% – R$ 41,00 – Onde encontrar em Vitória: Supermercados Carone

  • Na taça o vinho mostrou um visual clarinho, translucido e brilhante. O nariz muito fresco com notas de frutas, tropicais, de arvore e cítricas, sendo pêra a mais destacada. O paladar apresentou corpo leve, acidez (frescor) marcante e equilibrada. O retrogosto confirma as notas do nariz, com final de média persistência. Foi muito boa companhia para o risoto.

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A onda dos vinhos orgânicos vem ganhando força. O uso de produtos químicos no cultivo das uvas e na fermentação da levedura está sendo questionado mais a cada dia, e sendo deixado de lado. Essa atitude torna os vinhos mais saudáveis e consequentemente mais saborosos. O Papa da Biodinâmica, o francês Nicolas Joly, afirma que a casca das uvas possui conservantes naturais capazes de proteger a bebida. No Brasil, pesquisa realizada em 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelou que 56% das amostras de uvas coletadas no país apresentavam agrotóxicos acima do permitido. Porém acredito que isso vai mudar rapidamente, seguindo uma tendência orgânica mundial.

Para que ainda não sabe, o Chile é um dos países mais sustentáveis das Américas. No Green Awards 2012, um concurso organizado pela revista inglesa The Drinks Business, a Viña Emiliana foi eleita a “Vinícola Verde do Ano“, a categoria máxima dos prêmios, que reúnem toda a indústria de vinhos do mundo todo. No vídeo acima José Tomaz Urrutia, Export Maneger da Viña Emiliana, fala sobre a vinícola. Se quiser saber sobre os outros vencedores dos Green Awards 2012, veja aqui.

Emiliana foi escolhida por ser a empresa que mais demonstrou seu compromisso com o meio ambiente, seus trabalhadores e com a comunidade, e por ter constantemente diminuído sua pegada de carbono. Vale lembrar, também, que ela é a única vinícola chilena 100% orgânica do Chile. Os vinhos são importados no Brasil pela La Pastina.

Antonio Marques Bermudez (La Pastina), Rogério Baracho, Vanderlei Martins (Carone), Dulcino Tozi, José Tomaz Urrutia (Viña Emiliana), Olicio Santana (Carone) e Douglas Chamon (economista)

A convite de Vanderlei Martins tive a oportunidade de avaliar seus vinhos orgânicos na noite de ontem, na Wine Store Carone de Vila Velha, no qual transcrevo a minha opinião pessoal abaixo. Os preços não foram revelados, porem em 15 dias os vinhos estarão disponíveis na rede de Supermercados Carone.

Emiliana Chardonnay 2011 – Chile – Valle Central – 100% Chardonnay – 3 meses de aço inoxidável – 13,5% – ST (86)

  • Visual amarelo claro, nariz com aromas que lembram frutas muito maduras, como melão, abacaxi e pêras. Na boca, o corpo é médio, boa acidez, gerando frescor, e uma boa concentração de frutas. O retrogosto é frutado, com final fresco.

Adobe Pinot Noir 2009 – Chile – Valle Casablanca – 100% Pinot Noir – 8 meses, 20% em barricas francesas – 14,4% – ST (86)

  • Visual rubi de média intensidade, aromas que lembram framboesas, cerejas, notas florais e um leve toque de baunilha. O paladar é seco, com leve predomínio do álcool sobre a acidez, corpo leve, taninos em média quantidade, com leve adstringência, e uma persistência média.

Adobe Cabernet Sauvignon 2011 – Valle Central – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Syrah – 6 meses, 20 % em barricas francesas – 14% – ST (86)

  • Visual rubi, média intensidade, aromas de fruta madura. O paladar mostra uma acidez correta, bom corpo, levemente alcoólico. Taninos de boa qualidade. Retrogosto confirma a fruta e uma persistência média.

Novas Gran Reserva Cabernet Sauvignon Merlot 2008 – Valle de Maipo – 85% Cabernet Sauvignon e 15% Merlot – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,6 % – ST (90)

  • O visual deste vinho é púrpura, intensa, impenetrável, sem evolução. Os aromas, intensos de frutas escuras, com toques de caramelo, fumo, tostado e notas de especiarias. Paladar é macio, com acidez e álcool equilibrados, boa concentração, retrogosto frutado e bastante intenso.

Novas Gran Reserva Carmenére Cabernet Sauvignon 2009 – Valle de Colchagua – 85% Carmenére e 15% Cabernet Sauvignon – 12 meses, 70% em barricas francesas – 14,5% – ST (87)

  • Visual rubi de boa intensidade, aromas de madeira, resinoso e fruta madura. Paladar com boa acidez, médio corpo, equilibrado. Taninos médios já em resolução, leve adstringência final. Boa persistência.

Coyam 2010 – Valle de Colchagua – 41% Syrah, 29% Carmenére, 20% Merlot, 7% Cabernet Sauvignon, 2% Mourvedre e 1% Petit Verdot – 13 meses, 80% em barricas francesas e 20% em barricas americanas – 14,8% – ST (91+)

  • Visual rubi muito escura, aromas intensos e deliciosos de frutas escuras muito maduras, chocolate, com notas florais elegantes, toques de especiarias e carvalho. No paladar apresenta grande concentração, com bom equilíbrio, taninos finíssimos, longa persistência. Um vinho de muita finesse, que já está muito agradável para consumo agora, porem deve ser guardado por mais alguns anos em adega, ganhando maior complexidade. Foi o melhor vinho da noite, na opinião dos privilegiados que tiveram a oportunidade de participar desta degustação.

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