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Concurso Mundial de Bruxelas 2013 (o maior concurso internacional de vinhos do mundo) avaliou 8.200 vinhos de 50 países. Para isso convocaram sommeliers, compradores, importadores, jornalistas e críticos de vinhos. Ao todo foram 305 jurados, provenientes de 40 países.

A fim de orientar os consumidores em suas escolhas, 2.408 vinhos foram premiados com medalhas. A França manteve a liderança com 709 medalhas, seguido pela Espanha, com 524 medalhas, Portugal com 288, Itália (276), Chile (109), Eslováquia (60), Austrália (47), Suíça (45) e África do Sul (40). Eslováquia destaca-se claramente sobre o registro com seus 214 vinhos, dos quais 60 receberam medalhas.

Como todos os anos, menos de 1% dos 8.200 vinhos em competição com um Grande Médaille d’Or. O país líder nesta categoria prestígio ainda é a Espanha, com 24 Grandes Medalhas de Ouro, em seguida, vem a França com 18 medalhas e Portugal com 9. Entre as melhores amostras marcou cinco alcançaram o prêmio de “Melhor Vinho/ Wine Trophy” e obtiveram a melhor pontuação de toda a sua categoria no concurso.

Segue abaixo os vencedores de cada categoria:

Melhor Espumante: Champagne RC Lemaire Select Cuvée Réserve Brut (Champagne – França)

Melhor Branco: Circe Verdejo 2012 (Rueda – Espanha)

Melhor Rosé: Château la Chapelle Gordonne Gordonne 2012 (Provence – França)

Melhor Tinto: Duvalley Reserva 2010 (Douro, Portugal)

Melhores sobremesa: Peller Estates Riesling Icewine 2008 (Ontário – Canadá)

Para conferir a lista completa: http://www.concoursmondial.com/es/resultados-2.html

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Matéria publicada hoje, dia 17/05 – Coluna Vivendo a Vida – Jornal A Gazeta – Caderno Prazer & Cia

Após o projeto do Bicentenário Top Winemakers, lançada há três anos em comemoração aos 200 anos da independência do Chile, entra em cena uma nova proposta, o “5×20″, criado por Rafael Prieto, diretor da Top Winemakers, com a participação de dez renomadas vinícolas chilenas.

Uma equipe formada por cinco enólogos e cinco enólogas ficou responsável por elaborar dois vinhos (uma para cada time) de maneira independente. Cada membro de ambos os grupos contribuiu com 20% de cada um dos rótulos, ainda sem mesclar, conforme o estilo, região e o carvalho utilizado na safra 2010.

Durante dois meses, as equipes de winemakers realizaram provas para chegar a um acordo sobre o estilo de seu vinho final. Ambas tinham o mesmo objetivo: criar vinhos distintos, que dessem espaços para futuros projetos criativos na enologia chilena. O resultado reforça a imagem para o mundo e para a indústria vinícola, que o Chile é capaz de produzir vinhos com excelente qualidade.


O vinho das mulheres

O resultado, devido a sua base de Cabernet Sauvignon, foi um vinho aromático com mais estrutura, força e bastante longo e com grande potencial de envelhecimento. Com grande potencial de envelhecimento. Ideal para o paladar dos homens. Participaram desse projeto as enólogas Cecilia Guzmán (Viña Haras de Pirque), Irene Paiva (Viña Vistamar), Cecilia Torres (Viña Santa Rita), Ana María Cumsille (Viña Altair) e Macarena Morandé (Viña Costa Blanca).


O vinho dos homens

Com base na Syrah de clima frio, o rótulo desse grupo apresentou-se vivo, mais redondo e pronto, com ótima acidez e frescor. Feito para encantar as mulheres. A aposta era fazer um vinho com personalidade e boa concentração, que se identificasse com sua proposta aromática. Estiveram nesse projeto os enólogos Felipe Müller (Viña Tabalí), Francisco Baettig (Viña Errázuriz), Rafael Urrejola (Viña Undurraga), Marcelo Retamal (Viña De Martino) e Rafael Tirado (Viña Laberinto).

Se você aprecia um bom vinho chileno, imagine a qualidade desses exemplares. Eu adorei. Vale a pena provar dos dois, ao mesmo tempo, e perceber a diferença na taça. Pelo fato de as garrafas terem um preço alto, a dica é reunir um grupo de amigos e comprar em cotas. O kit com duas garrafas + cd está à venda no Carone por 700 reais.

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Um projeto vitivinícola milionário do grupo Ideal Drinks conduzido pelo enólogo Carlos Lucas (foto acima), CEO do grupo, vem chamando atenção de Portugal e do mundo. O projeto é a realização de um sonho do empresário Carlos Dias, conhecido por fazer fortuna na Suíça com a marca de relógios Roger DuBuis, que criou e tornou famosa mundialmente em apenas 10 anos. Após vender por cerca de 850 milhões de euros para o grupo Richemont (Cartier, Montblanc, Vacheron entre outras), decidiu investir no mundo do vinho. Comprou na Bairrada a Colinas de São Lourenço, depois a Quinta da Pedra e o Paço de Palmeira, nos Vinhos Verdes, e a Quinta Dão Bella Encosta, no Dão. Seu irão Custódio dias, responde pelo gerenciamento das vinícolas.

Estive por lá na semana passada e começo hoje a falar sobre o projeto pela região do Minho – Vinhos Verdes.

Vinhos leves, frescos, exuberantes é o que a região dos Vinhos Verdes, no norte de Portugal, tem a oferecer.  A qualidade dos vinhos desta região melhorou e as exportações para o Brasil cresceram mais de 100% nos últimos anos.

O nome “vinho verde” oficialmente vem da paisagem da região, de vegetação exuberante. O “verde”, também é usada por muitos como “maduro”, em referência ao estilo que deu origem aos vinhos da região. Antigamente os vinhos da região do Minho eram elaborados pelos lavradores de forma muito rústica. A fermentação acabava na garrafa, com algum açúcar residual, o que podia gerar gás, deixando-os frisantes (com bolhinhas). O vinho branco era turvo, quase leitoso. As rolhas eram até amarradas com barbantes, para não estourar, como um espumante.

Hoje o Vinho Verde apresenta diversos estilos. O tradicional, porém com técnicas modernas, gerando vinhos límpidos, extremamente leves e frescos, com o típico frisante.

Outros estilos bem distintos são os Vinhos Verdes varietais, os Alvarinhos, os rosados, espumantes e tintos. Rosados e espumantes ainda são muito pouco produzidos na região, mas começam aparecer de forma promissora. Os tintos são vinhos quase sempre difíceis. Sua alta acidez, bons taninos e baixo teor alcoólico os tornam vinhos ásperos, duros.

Os Vinhos Verdes varietais (de uma só uva) brancos de maior estrutura, geralmente não frisantes, com destaque para os aromáticos Loureiros (elaborados pelo Paço da Palmeira) e Arinto. Os Alvarinhos são um caso a parte na região, são brancos mais encorpados, e podem amadurecer em madeira, ou evoluir por alguns anos na garrafa.

Paço de Palmeira

O Paço de Palmeira, situado na confluência dos rios Cávado e Homem, perto de Braga, um palácio que foi mandado construir por Don José de Bragança, Arcebispo de Braga, e que também era príncipe da casa real, além da história que tem para contar, que remonta o século XVIII, onde habitaram pessoas ilustres, é acima de tudo um excelente exemplo do que é uma preservação e respeito pelo patrimônio histórico ambiental, arquitetônico e artístico de Portugal.

Além do passado, outra particularidade desse palácio é o seu solo fértil e propicio para o cultivo da vinha, particularmente do Loureiro onde habitam 28 hectares.

O resultado de um trabalho sério, com inovação em todas as fazes do processo produtivo, desde a própria condução da vinha, seleção das uvas, métodos de vinificação até a comercialização, são dois varietais de Loureiro, Royal Palmeira e o Eminência. Os dois são elaborados pelo método Sur Lie, no qual o vinho estagia em contato com as borras finas, ajudando na sua complexidade e envelhecimento.

Quinta da Pedra

Localizada no concelho de Monção, na freguesia de Longos Vales, coração da Sub-Região de Monção e Melgaço, a Quinta da Pedra, tem em seu domínio a maior área de vinhedo da casta Alvarinho na região. São 43 hectares de vinha dedicada à casta, beneficia de solos graníticos e de ótima exposição solar. A vinícola apresenta um conjunto arquitetônico contemporâneo perfeitamente enquadrado na paisagem envolvente, extensão natural de uma quinta única na Região.

Uma viticultura cuidada e de precisão, garantida pelo extremo cuidado e carinho, dá origem às melhores uvas desta nobre casta, base dos vinhos varietais da propriedade – como o excelente Quinta da Pedra.

A nova adega possui instalações de vinificação modelares, suportadas pela mais moderna tecnologia, essenciais para preservar e potenciar a qualidade das uvas e produzir os melhores vinhos. Como por exemplo, a utilização de 2 maquinas de ultima geração, ao custo de 70 mil euros cada, onde as uvas são prensadas sem o risco de oxidação do mostro, pela total ausência do oxigênio. Levando a manter o melhor da uva, como aromas e sabores.

Tanques de vinificação

Barricas em ambiente controlado por umidade e temperatura.

Parte interna com projeto arrojado e de muito bom gosto

A vinícola também investiu em um equipamento TOP para produção de destilados. Por lá, é feita a destilação de vinho Alvarinho, Loureiro, bagaço de Loureiro, bagaço de Alvarinho, maçã “Bravo de Esmolfe”, Pera “Rocha” e laranja. A diferença principal na destilação, é que não conta fogo direto, e sim com banho maria ou vapor, com isso as aguardentes provenientes desse processo tem menos metanóis, prejudicando menos o fígado. São bem mais delicados. Gianni Capovilla, famoso destilador italiano, é o responsável pelo desenvolvimento de todos os produtos destilados do grupo.

Quinta da Pedra Alvarinho 2010 é 100% Alvarinho, apresenta uma garrafa lindíssima, desenhada por Carlos Dias, fermenta e estagia parte em inox, em uma parte em barricas adquiridas do Château d’Yquem, é mole! Na taça apresenta uma ótima intensidade aromática com notas cítricas. Paladar é frutado, fresco e uma mineralidade típica. A vinícola aposta em 10 anos de guarda. Álcool: 13% – R$ 160 reais – Nota: 90/100

Royal Palmeira Branco 2009, 100% Loureiro, também apresenta uma garrafa bonita, com desenho que representa os azulejos da capela da propriedade. Devido a sua passagem somente por inox, sua mineralidade e frescor são ressaltados. Equilibrado e elegante. Álcool: 12,5% – R$: R$ 140 – Nota: 91/100

Eminência Branco 2010, o TOP da vinícola, 100% Loureiro, estagia parte em inox e parte em barricas. Na taça apresenta aromas cítricos bem mesclados, com uma leve fruta branca. Paladar é cremoso, com boa estrutura, ótima mineralidade e frescor. Um vinhaço. Pede comida. Alcool: 12,5% – R$: 160 – Nota: 93/100

Os vinhos estão disponíveis no Brasil pela importadora da própria Vinícola e em Vitória na Ville du Vin

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Texto de André Andrès

Os portugueses trazem em seus corações e mentes sentimentos e pensamentos capazes de atravessar séculos, rasgar o tempo. Seu lirismo é traduzido tanto pelo fado, cantado a olhos fechados pelas noites de Lisboa, quanto pelos versos de Fernando Pessoa. Mas eles não são apenas poéticos: possuem a enorme capacidade de se aventurar por terrenos desconhecidos. Terrenos e mares, para ser mais preciso e justo com a história de Portugal e dos lusitanos, donos da ousadia de iniciar projetos mesmo sem saber exatamente qual será seu resultado. No passado mais distante, isso os levou a descobrir novas terras. No passado mais recente, a produzir grandes vinhos, como ocorre com Domingos Alves de Souza e seus rótulos, exemplos bem acabados da união de uma aventura bem sucedida.

Como se sabe, durante séculos a produção da região do rio Douro, em Portugal, esteve atrelada aos vinhos do Porto, bebidas fortificadas, de grande consumo na Inglaterra, principalmente durante os conflitos entre ingleses e franceses, no século XVIII (Por motivos óbvios, a Inglaterra ficou sem os tintos da França. E os saxões vivem sem paz, mas não vivem sem álcool. Por isso logo fizeram um tratado com Portugal, entregando lã em troca de vinho. Os ingleses sempre foram comerciantes espertos.)

No início da segunda metade do século passado, surgiu um ícone português justamente de onde menos se esperava. A Casa Ferreirinha se aventurou a fazer um tinto seco, de mesa, no Douro. E começava ali a nascer o Barca Velha, durante anos o único rótulo de boa referência, nesse estilo, produzido naquele pedaço de paraíso encravado no norte de Portugal. Mas era uma exceção. Até um grupo de produtores de reunir, há pouco mais de 25 anos, avaliar de maneira muito positiva suas condições climáticas, de solo e suas castas, e decidirem apostar fortemente na produção de vinhos de mesa no Douro. “Nós não tínhamos nada a perder quando comparados às condições de Bordéus”, diz Alves de Souza, sorriso no rosto e usando a palavra portuguesa para definir Bordeaux. Ele estava entre esses produtores.

A existência de boas condições não significa inexistência de dificuldades. Elas surgiram no mercado internacional, por exemplo. Não é muito fácil entender o emaranhado de nomes das castas portuguesas (imagine um inglês tentanto pedir “uma afrouxeiro” ou “uma tinta cão”). As condições do solo, inclinado, também não favorecia a produção em grande escala. E as vinhas eram antigas, muitas tinham mais de 70 anos. Alguns produtores passaram a agir em bloco. Surgiram os Douro Boys (dá para perceber a jogada de marketing já no nome…), autores de excelentes tintos, como o Quinta Vale D. Maria, Quinta Vale do Meão, Nieeport e Quinta do Crasto. Paralelamente, algumas vinícolas continuaram seu trabalho de forma isolada, como na Quinta da Gaivosa, de Domingos Alves de Souza. Todos alcançaram o sucesso.

No caso da Gaivosa, a capacidade de produzir boas castas portuguesas vem de família. Há muitos anos, da quinta saíam uvas para produção dos tintos da Casa Ferreirinha. Ainda hoje, Alves de Souza fornece uvas para a produção da Taylor`s, conhecida pela excelência de seus vinhos fortificados. A partir do final da década de 1980, o engenheiro virou definitivamente um produtor de vinhos. O Vale da Raposa foi o primeiro de uma série de rótulos capazes de colocar Domingos Alves de Souza entre os principais atores do cenário enológico de Portugal, a ponto de ser eleito, por duas vezes, Produtor do Ano pela Revista de Vinhos.

Atualmente, ele trabalha com cinco quintas (da Gaivosa, Vale da Raposa, da Aveleira, das Caldas e da Estação). Não são vinhos baratos, certamente. Mas são caldos capazes de traduzir a riqueza das castas portuguesas e das vinhas velhas, essa misteriosa mescla de uvas antigas, tratadas de modo muito singular pelo produtor e seus companheiros: eles fazem várias combinações dos mostos das parcelas colhidas nas ervideiras, testam várias mesclas e elegem a melhor para colocar o vinho no mercado.

Há, na história de Domingos Alves de Sousa, um resumo do alma e dos pensamentos de Portugal. Há a tradição da produção familiar, que passa por seu pai, seu avô, seus parentes. Há mais: há a coragem de quem se arrisca a se reinventar, de quem sai de seu porto seguro sem saber exatamente em quais portos vai dar. Uma coragem que encontra nos versos de Pessoa, sempre necessários, a sua mais completa tradução: navegar é preciso, viver não é preciso…

Tradição e longevidade

Estes foram os vinhos da degustação organizada pela Decanter e ocorrida na Lareira Portuguesa, em Vitória. A noite foi agradável e peculiar, porque a cidade ainda sofria as consequências de um vendaval e a prova foi iniciada à luz de velas. “Nunca havia participado de nada igual”, comentou Domingos Alves de Souza, antes de inicar a apresentação de rótulos que unem a tradição de quem está no ramo há muitas décadas com a clara capacidade de envelhecimento dos vinhos.

Quinta Vale da Raposa Reserva Douro 2010

Mescla bem feita de Tinta Cão e Touriga Nacional (50% cada). Alves de Souza já produziu um tinto só de Tinta Cão. Dizia que era um dos dois melhores do gênero no mundo – afinal, em Portugal só dois produtores faziam varietal com essa uva. Passa de quatro a cinco meses em barricas já usadas. É um vinho leve, embora sua estrutura garanta uma guarda de alguns anos. Frutas vermelhas são bem notáveis. Graduação alcoolica: 14%. Preço sugerido: R$ 73.

Caldas Reserva 2008

Produzido na Quinta das Caldas, com videiras de 40 anos. Só Touriga Nacional, adormecida por sete meses em barricas de segundo e terceiro usos. A quinta fica numa região mais fresca do Douro, e conta com solo de muito xisto e argila. Um vinho equilibrado, com frutas vermelhas e algo tostado no aroma e taninos bem arredondados. Alcool: 14,5%, Preço sugerido: 124.

Quinta da Gaivosa 2008

Recebeu 92 pontos de Robert Parker. Produzido com uvas provenientes de vinhas velhas (são mais de 30 castas e, como diria Cristiano Van Zeller, “não me pergunte quais, porque não tenho a mínima ideia”), com mais de 30 anos. Passou 15 meses em barricas de carvalho, de primeiro e segundo usos. Está encorpado, denso, muito gostoso, mas certamente vai melhorar muito e chegará ao seu esplendor em 10 ou 12 anos. Álcool: 14,5%. Preço sugerido: R$ 240 (alguns consideraram o vinho de melhor custo-benefício da noite).

Vinha de Lordelo 2007

Produção limitada, 4.500 garrafas, numa mescla de vinhas velhas, mas onde se destacam Tinta Amarela, Sousão e Touriga Nacional. A graduação alcoolica é um pouco mais alta (15,5%). Para muitos, foi o vinho da noite, disputando a preferência com o Abandonado. O mosto adormeceu por 15 meses em barricas novas de carvalho francês. Está muito estruturado e isso é facilmente percebido pelo rubi intenso na taça, pelos aromas presentes (abertos após um tempo de decantação) de algo de fruta negras (ameixa silvestre, por exemplo) e, principalmente, pela presença na boca muito intensa. Um vinho de guarda, sem dúvida alguma.

Abandonado 2009

Um vinho feito com castas de uma vinha literalmente abandonada, de mais de 80 anos de idade, localizada num solo de muito xisto. Durante anos, os enólogos tentaram replantar nessa área as castas que ali não conseguiam mais subsistir. Só as videiras mais antigas (Sousão, Tinta Amarela) prosperavam ali. Em 2004, o mosto proveniente dessas terra abandonada foi guardado na Quinta da Gaivosa. Saiu de lá para conquistar o primeiro lugar na prova “Tintos de Topo do Douro”, da Revista do Vinho, o prêmio de “Melhor Tinto do Ano”, da feira Essência do Vinho 2007, e 95 pontos de Robert Parker, iniciando a longa lista de premiações das safras seguintes. Um vinho complexo, muito encorpado, mas elegante, equlibrado. Passa 18 meses em barrica e mais 12 meses na garrafa antes de chegar ao mercado. Vinho de longa guarda (15 a 20 anos). A produção é de apenas 3 mil garrafas. Álcool: 14,5%. Preço sugerido: R$ 523.

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Bom tarde amigos, me desculpem pela ausência prolongada aqui no blog. Como informado nesse meio tempo, tive o privilégio de visitar Portugal, em uma verdadeira viagem dos sonhos.

Cheguei no dia 7 pela manhã, fui recebido no aeroporto de Lisboa pelo amigo Dias Lopes, revista Gosto. Chovia e o clima estava fechado, mas a vontade de conhecer o país só me deixava ver o melhor. Portugal é linda, gostosa, amigável. Foram 7 dias intensos, no qual ganhei muito conhecimento vínico, comi e bebi muito bem.

Logo na saída do aeroporto partimos para o Alentejo, uma região quente e extensa, com aproximadamente 20 mil hectares de vinhas, que se apresentam em uma paisagem plana, com várias florestas de sobreiros, que produz a cortiça, matéria-prima da rolha. Mais de 55% da cortiça do mundo vem de Portugal, principalmente das planícies do Alentejo. E do produto final são 85%.

A região representa bem a melhora do vinho de Portugal. No passado a região produzia tintos e brancos duros, alcoólicos, consumidos em sua maioria em balcões de bares e tascas. Por lá, o nível técnico também era ruim. Era comum acontecer fermentações em altíssimas temperaturas, gerando um produto final rustico, como resultado final acima descrito. Atualmente as coisas melhoraram muito com a chegada modernos equipamentos, como os de controle de temperatura. Apesar da sabida crise, Portugal em geral, mostra progresso no mundo do vinho.

Os vinhos do Alentejo que são feitos em várias sub-regiões. As principais são: Portalegre, Borba, Redondo, Évora, Vidigueira, Moura, Granja Amareleja e Reguengos de Monsaraz, que seus nomes aparecem nos rótulos. As uvas mais utilizadas são a Trincadeira, Alicante Bouschet. A Alicante Bouschet apesar de sua origem francesa, está no Alentejo há muito tempo. Atualmente, também encontramos uvas, Touriga Nacional e, de outros países, como a Cabernet Sauvignon e Syrah, que vem apresentando bons resultados.

Como em qualquer região e país, existem vinhos de vários níveis, desde os mais simples a alguns notáveis. Mas atualmente os vinhos portugueses se posicionam mundialmente pela excelente relação qualidade preço.

Na chegada a região fui recebido pelos irmãos Luis e José Nunes Barata (proprietários de uma quinta na região, Nunes Barata, no qual falarei mais a frente), no Restaurante Afonso, localizado em Mora, distrito de Évora. Local: Mora, Mora, Rua de Pavia, 1 – Telefone: 266403166 – Horarios: Todos os dias das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 23:00 – Website: http://www.restauranteafonso.pt – Preço: 25€ – Cozinha: Alentejana

Uma casa agradável, tradicional, confortável, com tijolinhos e quadros na decoração. As garrafas de vinhos expostas nas prateleiras colaboram para dar um ar simpático ao ambiente.

Luís Nunes Barata, Dias Lopes, Silvestre Tavares e José Nunes Barata

Com uma cozinha espetacular e variada, que utiliza os produtos da terra, o Restaurante Afonso comandado por Afonso das Neves Mendes e sua esposa Dª Bia é considerado um dos melhores lugares para apreciar a gastronomia do Alentejo. O destaque são os pratos de caça, que são servidos durante todo o ano. A carta de vinhos é criteriosa com bastante oferta e cobrindo boa parte da produção da região e também com excelente variedade de rótulos de safras antigas.

As migas à alentejana constituem um dos mais conhecidos pratos da gastronomia do Alentejo. Tal como as açordas e outros pratos desta região portuguesa, o ingrediente de base é o pão, produto tradicional do Alentejo (antes chamado de “celeiro” de Portugal, devido à produção de cereais que, entretanto, tem decaído bastante). A carne utilizada é a de porco, outro produto regional com grandes tradições. Essa que provei foi de Aspargos.

A Perdiz à dona Bia (23,50 €) – com um molho que leva “14 ingredientes”, apresenta sabor e aromas únicos. Digno de Louvor!

Porco Preto 16€ – A  Carne de Porco Preto é muito macia e suculenta. Estas características devem-se essencialmente à distribuição equilibrada de músculo e gordura, insaturada e rica em ácido oleico, com elevadas componentes de antioxidantes e um moderado percentual de colesterol.

Em geral, o Porco Preto possui uma cabeça pequena, focinho saliente, pescoço curto mas musculado e extremidades das patas finas, mas longas e bastante resistentes. A sua pele e unhas são negras, daí o Porco Preto ser também conhecido como “Pata Negra”.

O Porco Preto Alentejano é único dentro do sabor requintado  e resultam assim, numa qualidade incomparável.

O Porco Preto Alentejano com uma alimentação que consiste num regime extensivo de pastoreio nos campos, em montado de azinheiras e sobreiros pasta em total liberdade no montado durante 18 a 24 meses, percorrendo 2 a 3 ha por dia, na busca de alimentos disponíveis- bolota e pasto.


Sobremesas variadas de 2 a 4 €

Assinando o livro de presença no restaurante!

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Dando continuidade aos comentários sobre os eventos ocorridos durante a ExpoVinis 2013, falo hoje sobre uma Degustação Premium de Pinot Noir e Carignan organizada pela Wines of Chile (associação responsável por divulgar os vinhos premium do chile para o mercado mundial) e conduzida por Jorge Lucki (Um das maiores autoridades no Brasil quando o assunto é o vinho), com participação especialíssima de Pablo Morande (Um dos melhores enólogos do Chile, responsável pela descoberta do Valle de Casablanca).

Acredito que qualquer enófilo gostaria de participar deste prazeroso painel. Os vinhos escolhidos permitiram verificar na taça as diferentes características de terroir de algumas regiões do Chile, um pouco de cada produtor, como eles trabalham os vinhedos e também como vinificam. Além disso, foi possível avaliar o potencial de guarda, traçando um panorama de comportamento futuro. As safras apresentadas foram de 2009 a 2011, que são facilmente encontradas no mercado.

Pablo Morande (esquerda) e Jorge Lucki, grandes maestros!

Primeiro provamos os 8 Pinot Noirs. Uva difícil de trabalhar e de se adaptar fora da Borgonha, nessa degustação de um modo geral, todos eles apresentaram a tipicidade esperada, com um destaque para os vinhos da Vinã Leyda e da Undurraga. Estavam complexos, frescos, em fim, mais prazerosos. De qualquer modo, foi um belo painel, importante para observar a variação de estilos da Pinot Noir em um mesmo país.

Casas del Bosque Pinot Noir 2009 – Vale de Casablanca

Visual vermelho rubi. No nariz, apresentou notas de frutas vermelhas, eucalipto e um leve toque de especiarias. O paladar, ponto fraco em minha opinião, mostrou taninos duros com leve adstringência, comprometendo do conjunto. 14,5% de teor de álcool. Nota: 86/100

Emiliana Signos de Origem – Vale de Casablanca

Um vinho biodinâmico que me decepcionou pelo seu nariz doce, uma goiabada enjoativa, que se confirmou no paladar. Foi agravada pela falta de acidez. Bom, pode ser um estilo que não me agrada. 14,5% de teor de álcool. Nota: 84/100

Arboleda Pinot Noir 2011

Visual rubi claro, aromas modernos, com notas de baunilha, que não encobriu a tipicidade da uva, destacando a fruta vermelha. Paladar com fruta limpa, mas intensa, sustentada por um ótimas acidez. Sabor prolongado em boca. Final agradável, sem amargor. 14% de teor de álcool. Nota: 87/100.

Bodega Volcanes de Chile – Tectonia Pinot Noir 2011-

Com vinhedos plantados em uma região vulcânica, mostrou na taça o Pinot mais Borgonha de todos em prova. Delicado, com notas frutadas elegantes, com rica acidez e taninos polidos. Bem gastronômico, pede comida. 13,5% de teor de álcool. Nota: 88/100.

Viña Ventisquero Herú Pinot Noir 2010 – Valle de Casablanca

Esta garrafa estava com um vinho chato e plano…sem mais. 14% de teor de álcool. Nota: 82/100

Viña Errazuriz Pinot Noir Wild Ferment 2011 – Valle do Aconcagua

Visual rubi intenso. No nariz, notas medicinais estranhas, acompanhada de um herbáceo leve. Paladar confirma as notas do nariz, textura aveludada, com nível de acidez desejada. 13,5% de teor de álcool. Nota: 86/100


Viña Leyda Lot 21 Pinot Noir 2011

Intenso, com fruta na medida. As nuances mudavam conforme ele evoluía no copo. Um vinho intenso, ao mesmo elegante, macio e sedoso. Final longo. 14% de teor de álcool. Nota: 90/100

Viña Undurraga T.H Pinot Noir Leyda 2011

Na minha opinião o melhor do painel. O aroma impressionou muito, potente, equilibrando madeira e frutas.  Na boca, ótimo, macio, redondo e muito longo. Tudo muito equilibrado e harmonioso. 13,8% de teor de álcool. Nota 91/100

4 Carignan

Ancestral, a uva Carignan foi resgatada no Chile depois que um terremoto destruiu vinhedos no Vale do Maule, em 1939. No ano seguinte o governo estimulou o replantio na região. As mudas tinham origem francesa, que se adaptaram muito bem clima local e renderam excelentes vinhos, que só agora vem ganhando os paladares ao redor do mundo.

Confesso que antes de iniciarmos a degustação dos Carinan`s estava com receio de encontrar vinhos pesados, com uma sobrematuração destacada. Mas bastou provar para verificar, a complexidade, força aliada a uma elegância, com nítida maturação ideal da fruta.

Bonito foi ver Pablo Morande ter a humildade de reconhecer que seu vinho, Morande Edición Limitada Carinan 2009, foi superado naquele dia pelo Santa Ema Carignan 2009. E realmente foi.

 

Viña Luis Felipe Edwards Cien Carignan 2009

Visual intenso, aroma com notas intensas de frutas vermelhas, com destaque para groselha. Começou bem no nariz mas em boca caiu bastante. Meio secante tânico. Talvez o tempo melhore isso. 14,5% de teor de álcool. Nota: 85/100

Viña Santa Ema Amplus Carignan 2009

O melhor dos 4 em prova. Visual violáceo, aroma intenso, lembrando hortelã (bala forte garoto), alternando com notas de baunilha, chocolate, alcaçuz, torrefação e frutas. Um belo vinho, encorpado e elegante. Taninos finos. Sedoso e macio. 14% de teor de álcool. Nota: 92/100

Viña Undurraga T.H Carignan Maule 2010

Não me entusiasmou muito. Aroma contido, que talvez ia melhorar com tempo de aeração. No Paladar foi seu ponto alto, apresento estrutura e elegância, aliado aspectos florais e de ameixas pretas. 14% de teor de álcool. Nota: 88/100

Viña Morande Edición Limitada Carignan 2009

Visual intenso, violáceo. Aroma aberto, franco, com notas florais, torrefação e alcaçuz. No paladar impressiona pela concentração. Delicioso e longo. O tipo de vinho que não queremos para de provar. Potente, quente, mas não alcoólico. Final muito logo e prazeroso. 15% de teor de álcool. Nota: 91/100

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Olá amigos, o Blog Vivendo a Vida está em Portugal
desde a segunda-feira, e ficará até no próximo domingo visitando as melhores regiões, vinícolas, queijarias e ótimos restaurantes. O convite veio do generoso amigo Carlos Lucas, CEO da Ideal Drinks. Estou acompanhado de Dias Lopes, diretor da revista Gosto. Divertido, está sendo um belo parceiro de viagem.

Acredito que em virtude do roteiro, onde saímos às dez da manhã do hotel e chegamos à meia noite todos os dias, não terei tempo esta semana de atualizar o blog. Mas, a partir de terça feira, da próxima semana, estarei colocando todo o roteiro no blog. Aguardem, tenho ótimas novidades!

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Altíssimo Nível


Matéria publicada sexta-feira na coluna Vivendo a Vida, dia 03/05 – Jornal A Gazeta – Caderno Prazer & Cia

O Brasil entrou de vez na rota mundial do vinho. Nunca recebemos tantas feiras, eventos, lançamento de novos vinhos e novas safras. Estamos atraindo produtores de todo o mundo. Existe também um grande número de enólogos e profissionais do setor, vindos de vários países, pousando diariamente nas principais cidades brasileiras.

A fim de me atualizar e trazer novidades para os leitores desta coluna participei entre os dias 22 a 26 deste mês em São Paulo da semana mais importante quando o assunto é vinho no Brasil. Foram vários eventos de altíssimo nível, que definiram para o mercado os melhores vinhos do ano.  

O primeiro evento que aconteceu, foi na segunda feira dia 22, o Italian Road Show, um evento “somente para convidados” que é organizado pela Gambero Rosso – a publicação mais importante da Itália, que há 26 anos representa e certifica a qualidade dos vinhos italianos para o mundo. Durante cinco horas de evento no qual se apresentavam 60 produtores, rodei por várias regiões na taça. Participei de um painel onde foram degustados 28 vinhos do centro e sul da Itália considerados Tre Bicchieri 2013 (classificação máxima do guia Gambero Rosso). O painel foi guiado por Marco Sabellico, editor sênior de vinho de Vini d’Italia, em conjunto com o líder de opinião local, Jorge Lucki.          

O destaque deste painel foi vinho branco Trebbiano d’Abruzzo Marina Cvetic 2010, Masciarelli, da região do Lazio, importado pela Mistral, R$ 220,00. Para quem gosta muito de vinho branco e tiver condição de comprar não vai se arrepender. Intenso e ao mesmo tempo elegante.

Já na terça feira aconteceu o Encontro de vinhos OFF, um evento que foi criado para aproveitar o fluxo de pessoas na cidade em virtude da principal feira da semana, que é a ExpoVinis (considera a melhor da américa latina). A feira OFF atende os importadores que não tem condições de bancar, ou não tem interesse em uma feira maior. O evento já ficou muito famoso e importante. Participei mais uma vez como juri do concurso Top Five da feira “as cegas”. O nível dos vinhos foi altíssimo, sem dúvidas o melhor painel de todos os encontros.

Um dos vinhos que me chamou atenção e dos jurados do evento foi o Chilcas Cabernet Franc 2010, Chile, região do Maule, R$ 100,00. É elaborado com 100% da Cabernet Franc, uva francesa usada no famoso “corte bordalês” (mistura de uvas originadas de Bordeaux). Adaptou-se muito bem no Chile. Muito frutado e aromático, com muita concentração de fruta.

E para fechar essa maratona de eventos, entre os dias 24 e 26 aconteceu a maior feira de vinhos da américas, a ExpoVinis Brasil, no Expocenter Norte. Em 18 mil metros quadrados e cerca de 400 expositores, o evento recebeu cerca de 20.000 visitantes de todo o mundo. É aonde tudo acontece, as empresas esperam essa data para apresentar e divulgar seus lançamentos . Os países mais representativos têm seus estandes ou áreas exclusivas onde são realizadas degustações e palestras sobre seus vinhos.

O evento realiza o mais importante e cobiçada prova de vinhos organizada no Brasil, o Top Ten. Um júri de alto nível composto por jornalistas, sommeliers e críticos internacionais selecionaram “as cegas” os dez melhores rótulos do ExpoVinis Brasil 2013. A escolha aconteceu em 10 categorias entre os vinhos tintos, brancos, espumantes e rosés.

Este ano aconteceu um empate na categoria Velho Mundo elevando para 11 os vencedores. Segue:

ESPUMANTE NACIONAL

Villaggio Grando Espumante Brut Rosé 2012 – Região: Água Doce, Santa Catarina – Uvas: pinot noir e merlot – R$ 40,00

ESPUMANTE IMPORTADO

Aida Maria Rosé Brut Reserva 2007 – Região: Douro, Portugal – Uva: touriga nacional -

BRANCO NACIONAL

Da’divas Chardonnay 2012, Lidio Carraro – Região: Terras da Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul – Uva: chardonnay – R$ 50,00

BRANCO IMPORTADO

Casas Del Bosque Sauvignon Blanc Reserva 2012 – Região: Casablanca, Chile – Uva: sauvignon blanc – 60,00

TINTO NACIONAL  SERRA GAÚCHA

Perini Quatro 2009 – Região: Vale do Trentino, Rio Grande do Sul – Uvas: cabernet sauvignon, merlot, tannat, ancellotta – 100,00

TINTO NACIONAL OUTRAS REGIÕES

Pericó Basaltino Pinot Noir 2012 – Região: São Joaquim, Santa Catarina – Uva: pinot noir – 70,00

ROSÉ

Maquis Rosé 2012 – Vale Aconchágua, Chile – Uva: malbec

TINTO VELHO MUNDO

Santa Vitoria Grande Reserva 2008 – Região: Alentejo, Portugal – Uvas: touriga nacional, cabernet sauvignon,  syrah

TINTO VELHO MUNDO

Scagliola Sansì Selezione Barbera d’Asti 2009 – Região: Piemonte, Itália – Uva: Barbera

DOCES E FORTIFICADOS

Quinta Do Noval Porto Tawny 40 Anos – Região: Porto, Portugal – Uvas: tinta barroca, tinta roriz, touriga francesa, touriga nacional – 900,00 reais.

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Curioso com premiação recebida pelo Perini Qu4tro da safra 2009, eleito pelo júri da “ExpoVinis 2013 – TOP TEN“, como o melhor tinto nacional da Serra Gaúcha, provei na noite ontem acompanhado de um belo prato.

Uma garrafa quadrada. Quatro uvas – Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Ancellotta, o Perini Qu4tro é elaborado apenas em anos considerados excepcionais na qualidade das uvas. As outras safras que mereceram o rótulo do Perini Qu4tro foram de 2005 e de 2008. Toda matéria-prima utilizada é cultivada nos vinhedos da própria vinícola, no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Com edição limitada de 4 mil unidades, o vinho permaneceu nove meses em barricas de carvalho francês, sendo engarrafado em outubro de 2012.

Segundo o enólogo Leandro Santini, as uvas que atingiram níveis bastante elevados de maturação e qualidade. “A condução dos vinhedos é extremamente delicada e há um tempo adequado de barrica para a elaboração do Perini Qu4tro”, explica.

Avaliação Pessoal

Na taça apresenta um violáceo intenso, com aroma complexo, lembrando frutas como (morango e amoras), baunilha, passando com tempo na taça para café, e leve especiaria (pimenta branca). No paladar apresentou bom corpo, elegante com apenas 12% de álcool. Frutado, confirmando as nota do nariz. Persistente. É um vinho muito bom, sem dúvida.  Foi muito bem com o tournedor de filé mignon – R$ 130,00 – Nota: 89/100.

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BBC – Mais de mil vinhos da adega da residência oficial do presidente francês devem ir a leilão em Paris no final deste mês, segundo a casa de leilões Drouot.

O objetivo é arrecadar cerca de 250.000 euros (R$ 659.000) para uma reforma do Palácio do Eliseu.

No total, serão colocados à venda 1.200 garrafas, que correspondem a 10% da adega do palácio presidencial.

Os valores estimados dos vinhos vão de 15 euros (R$ 39) a 2.200 euros (R$ 5.806) – no caso, um Petrus 1990.

Todos são vinhos franceses – principalmente da Borgonha e Bordeaux.

“São vinhos usados em jantares e recepções da Presidência”, explicou um porta-voz da Drouot à agência de notícias Reuters.

Testes teriam sido feitos para comprovar que todos os vinhos em leilão podem ser consumidos imediatamente após a compra.

A adega presidencial foi criada em 1947 e os vinhos vendidos serão substituídos por vinhos mais baratos.

Lucros remanescentes da venda serão remetidos aos cofres do Estado.

Em março, o governo britânico também anunciou a venda de alguns de seus vinhos franceses vintage como parte de uma operação para racionalizar seus gastos.

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