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Tomás Roquette, um dos proprietários da vinícola portuguesa Quinta do Crasto, esteve recentemente em Vitória para comandar uma degustação. O local escolhido foi restaurante Aleixo, onde formadores de opinião tiveram a oportunidade de aprender um pouco sobre a região e provar novas safras e rótulos.

A Quinta do Crasto tem cerca de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas, com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão. É propriedade da família Roquette há mais de 100 anos.


Foi um almoço agradável preparado pelo jovem e competente chef Jonathan Erlaches, no qual se destacou o Gnochi de batata doce com bacalhau, um casamento perfeito com o delicioso Crasto Superior Branco 2013, lançamento da vinícola.

Começamos os trabalhos com o Crasto Douro branco (R$ 67), elaborado com as castas brancas tradicionais do Douro – Gouveio, Roupeiro e Rabigato. Na taça se mostrou agradável, com bom frescor e intensidade de aromas e sabores, tanto no nariz quanto em boca. Superou a minha expectativa. ST (87)

Tartar de salmão

A grande novidade foi a prova, em primeira mão, do lançamento Crasto Superior branco 2013 (R$ 105), primeiro vinho branco do Crasto estagiado em madeira. Foi elaborado a partir das castas Verdelho e Viosinho, de vinhas da zona de Muxagata, Douro Superior. Na taça o vinho surpreendeu pelo seu equilíbrio. Notas minerais agradáveis e fruta branca, com a barrica (6 meses) bem trabalhada, não sobrepondo a fruta. Foram produzidas 8.900 garrafas. Agradou a todos na mesa. Em breve estará a venda no Brasil. ST (91)


Gnochi de batata doce com bacalhau

Já o Crasto Superior 2012 tinto (R$ 105), velho conhecido, confirmou seu encanto. Um blend de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão e Vinha Velha, que passa por 12 messes em barrica, resultando em um vinho concentrado, com notas de fruta em compota, florais e de especiarias. Boa acidez, taninos finos e longa persistência. Recomendo decantar pelo menos 1 hora antes. ST (90)

No almoço também tivemos o prazer de provar o Azeite Premium Virgem Extra da vinícola, elaborado com azeitonas de três variedades: Cobrançosa, Madural e Negrinha de Freixo. Provém de olivais com idade superior a 100 anos, cultivados em regime biológico, sem aditivos.

Outra grata surpresa foi Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011 (R$ 220), que achei agradável para beber agora, apesar de bastante novo. É elaborado através de uvas selecionadas nas Vinhas Velhas, com uma média de 70 anos e cerca de 30 variedades de castas. Nata taça mostrou aroma potente e com várias nuances. Paladar bastante concentrado, gordo, mas não agressivo, com acidez dando suporte ao peso. Redondo e gostoso. Bastante longo. Deixou sensação agradável e duradoura. ST (94)

Finalizamos com o LBV 2008. O Late Bottled Vintage tem quase a mesma qualidade do Vintage, mas custa bem menos. Ao contrario dos Vintages, os LBV são feitos todos os anos. A categoria foi criada após a Segunda Guerra Mundial. Naquela época sobrava muito Vintage nos balseiros por não encontrar comprador, alterando suas características, sendo engarrafado mais tarde. Em virtude dessa pratica acabou se criando uma categoria própria, que foi oficializada nos anos 1960. Os LBV´s, também chamados de “baby vintage” ficam em grandes balseiros por quatro a seis anos após a colheita. O primeiro LBV do mercado teria sido o Taylors 1965, lançado em 1970.


O badalado restaurante Grotto Grill, que faz sucesso na Praia do Canto, em Vitória, tem novidades. O casal de chefs argentinos, Federico CiampichiniValeria Cisternas Sarquis (ex fuegos argentinos) assumem a cozinha renovando o cardápio, dando ênfase para os típicos cortes especiais da carne argentina, mas mantendo o que já era sucesso. A carta de vinhos também recebeu atenção especial com uma bela seleção de rótulos nacionais e importados com preços justos.

Onde: Rua Joaquim Lírio, 46 – Casa 1 – Praia do Canto, Vitória – ES, 29055-460 – Telefone: (27) 3022-0173


Trio de cogumelos | Brie recheado com Funghi, Shitake na brasa e molho gschnätzlets


Carré de cordeiro com risoto de brie com amêndoas, uma delicia!

A Wines of Argentina, entidade responsável pela imagem do vinho argentino no mundo, apresenta o Argentina Wine Awards (AWA) 2015: ”The Empowerment of Women in Wine” (O Poder da Mulher no Vinho). Este evento, criado e planificado para avaliar e premiar a qualidade e os avanços da indústria vitivinícola argentina, já ganhou lugar como o concurso mais importante do país.

A nona edição do AWA será realizada de 8 a 13 de fevereiro de 2015 na província de Mendoza e enfatizará o empowerment (poder) feminino e o papel que a mulher desempenha dentro da indústria.  O propósito desta edição é conhecer a opinião das mulheres mais destacadas a nível mundial sobre os vinhos argentinos.  

A edição 2015 contará com um júri de luxo precedido por Jancis Robinson MW (UK), Christy Canterbury MW (USA), Susan Kostrzewa (USA), Barbara Philip MW (Canadá), Sara D’Amato (Canadá), Annette Scarfe MW (Singapura/HK), Megumi Nishida (Japão), Felicity Carter (Alemanha), Essi Avellan MW (Finlândia), Cecilia Torres Salinas (Chile) e Suzana Barelli (Brasil). Resta ainda confirmar oficialmente Shari Mogk Edwards (Canadá). 

Este ano, o concurso tem como novidade o júri, tanto internacional como nacional, formado por mulheres que são referencia da indústria mundial do vinho. O propósito é reconhecer o papel que a mulher exerce, em um mundo tradicionalmente masculino, outorgando inventividade e intuição à indústria em todos os aspectos. 

Hoje podemos encontrar mulheres em todas as etapas de produção de um vinho como enólogas, export managers, consumidoras e, especialmente, como sommeliers, onde o olfato feminino vivencia os aromas com maior intensidade e encontra com maior naturalidade o nome que este sentido identifica. Estas aptidões femininas, somadas ao júri, que conta com as referentes mais importantes do mundo vitivinícola, farão do AWA 2015 uma experiência inigualável. 

Organizado pela Wines of Argentina e pela Corporación Vitivinícola Argentina (COVIAR), o Argentina Wine Awards (AWA) é um evento ícone que permite às vinícolas locais mostrarem ao mundo tudo aquilo que seus vinhos podem entregar. Mediante a apresentação de amostras, o certame se realiza a portas fechadas e tem como júri destacados profissionais do no tema.

Do mesmo modo, com o objetivo de incentivar a participação de vinícolas de todas as regiões da Argentina – Norte, Cuyo e Patagônia – será entregue pela segunda vez um Trophy especial para cada uma delas. 

Na oitava edição dos prêmios do Argentina Wine Awards, realizada em fevereiro deste ano, participaram 182 vinícolas com 650 amostras ao todo. À cerimônia de premiação assistiram mais de 250 pessoas, entre donos de vinícolas, enólogos, autoridades, diretores de organizações da indústria vitivinícola, integrantes do júri e jornalistas. Ao todo, foram entregues 4 Trophies Regionais, 12 Trophies, 58 medalhas de ouro, 256 medalhas de prata e 276 de bronze.

O Júri AWA 2015

Jancis Robinson: (UK) MW. De acordo com a revista Decanter é a jornalista de vinhos mais respeitada no mundo. Em 1984 foi a primeira pessoa fora da indústria do vinho em aprovar o exame mais rigoroso do mundo: o Master of Wine. Desde o seu site (www.JancisRobinson.com), e todas as semanas no Financial Times, escreve sobre o mundo da indústria do vinho. Em 2003, recebeu o prêmio OBE outorgado pela Rainha da Inglaterra.

Christy Canterbury: (USA) MW, é jornalista, panelista e júri de Nova Iorque. Escreve para a revista Decanter, TimAtkin.com, Wine Enthusiast, entre outros. Foi nominada para os prêmios Louis Roederer 2014 como melhor comunicadora online do ano.

Susan Kostrzewa: (USA) É editora executiva da revista Wine Enthusiast e forma parte do painel de degustadores. É autora de numerosos livros de cozinha, viagens e vinhos como, por exemplo, Opus Vino, uma seleção das melhores regiões vitivinícolas. 

Barbara Philip: (Canadá) MW, é responsável pela seleção de vinhos europeus para a British Columbia Liquor Distribution Branch (BCLDB). Com seu marido, leva à frente uma consultora de vinhos, e trabalha como apresentadora, jornalista e juiz. 

Sara D’Amato: (Canadá). É consultora, sommelier, crítico de vinhos e sócia principal na WineAlign.com. Sara é colunista de vinhos para a revista Chatelaine e escreve como freelance para várias publicações. 

Annette Scarfe: (Singapura/HK) MW, trabalha como consultora independente assessorando jogadores importantes da indústria vitivinícola asiática. Também é juiz em concursos de vinho no Reino Unido, Hong Kong e França.

Megumi Nishida: (Japão) Jornalista freelance de várias revistas tais como Winart, Vinoteque, Wands, Cuisine kingdom, entre outras.

Essi Avellan: (Finlândia) MW, é editora da Revista Fine Champagne, a única Revista do mundo dedicada ao mundo do champagne.

Felicity Carter: (Alemanha), é chefe editorial da Revista Meininger´s, dedicada ao mundo do negócio do vinho a nível internacional. Também possui vasta experiência como júri de vinhos em todo o mundo. 

Cecilia Torres Salinas: (Chile), é a referente número um da indústria do vinho chileno. Trabalha como enóloga em uma das vinícolas mais premiadas do Chile. 

Suzana Barelli: (Brasil), Jornalista e Editora da Revista Menu.

Shari Mogk Edwards: (Canadá), é a líder do departamento de marketing e vendas de vinhos e licores da LCBO (Liquor Control Board of Ontario), considerado o retailer com maior poder de compra do mundo devido a sua rede de lojas. É encarregada de levar adiante as estratégias a curto e longo prazo do monopólio.

Sobre o AWA

O critério utilizado para avaliar está baseado na classificação de todas as amostras por tipo, variedade e preço. A degustação é feita às cegas. São levados em conta inúmeros detalhes para garantir que as marcas participantes estejam disponíveis, tanto para o mercado interno como para o externo, e que não sejam amostras de tanque/barricas, isto é, que a marca exista, que o vinho esteja fracionado e rotulado, exigindo-se um número mínimo de garrafas existentes. 

Para garantir a transparência e impecabilidade da organização, a consultoria inglesa Hunt & Coady realiza toda a logística do concurso que se desenvolve a portas fechadas.

O júri varia em cada edição, uma vez que sempre se procura dar um marco ou tema a cada edição, reforçando diferentes aspectos dos mercados objetivo. Contudo, sempre se garante a presença de 12 especialistas sumamente qualificados, com uma visão geral do mercado vitivinícola mundial, tanto jornalistas, Master of Wine, Master Sommelier, wine bloggers, como Winemakers, entre outros. Além disso, o time de juízes internacionais degusta acompanhado por seis prestigiosos experts da Argentina. 

Os pontos e reviews dos diversos referentes mundiais do setor continuam tendo peso no trade, e, em mercados como os Estados Unidos, podem chegar a determinar quanto se vende de um determinado produto.

Além disso, em alguns mercados, como por exemplo nos Liquor Boards do Canadá, ter pontos neste tipo de certame soma pontos para ganhar um tender (licitação), com o qual, também representam uma clara vantagem comercial.

Sobre a WofA

Wines of Argentina é a entidade responsável pela marca VINO ARGENTINO no mundo. Desde 1993, a organização promove a imagem dos vinhos locais no exterior, além de ajudar a orientar a estratégia exportadora da Argentina, estudando e analisando as mudanças que acontecem nos mercados de consumo. Seu objetivo é colaborar na consolidação da Argentina entre os principais países exportadores de vinho do mundo e contribuir ao êxito global da indústria vitivinícola, procurando elevar a percepção positiva no trade, nos líderes de opinião e nos consumidores. www.winesofargentina.com Facebook: Wines of Argentina Twitter: @WinesofArg

Um novo aplicativo para smartphones afirma ser capaz de prever o gosto do consumidor de vinho e cerveja com uma precisão de 96%. Trata-se do Next Glass, que de acordo com seu desenvolvedor, vai sugerir estilos de vinhos e cervejas baseado em preferências previamente estabelecidas pelo usuário. Após cadastrar pelo menos cinco rótulos diferentes de sua preferencia, o aplicativo será capaz de entender seu gosto, sugerindo a partir dai vinhos e cervejas semelhantes. O aplicativo também fornece informações calóricas e nutricionais sobre os produtos, e está disponível grátis na App Store > Aqui – e Google Play > Aqui.

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Durante o ano, um trabalho incansável é realizado para que o vinho chegue às taças. Ele começa nos vinhedos com o plantio, a poda e a colheita – e a torcida para que nenhuma praga ou intempérie climática prejudique a safra –, passando por um cuidadoso processo de produção, e termina no departamento de marketing da vinícola.

Para que um vinho se destaque nas prateleiras é preciso que ele chame atenção. Assim, o design da garrafa e do rótulo é fator primordial na decisão de compra. A partir daí, só a qualidade na taça vai definir sua recompra.

Atualmente, muitas vinícolas trabalham para desenvolver rótulos criativos e atraentes. Um exemplo é a portuguesa Herdade do Esporão, referência em vinhos alentejanos. Desde 1985, ela alia a cultura do vinho à arte ao reproduzir obras de artistas plásticos nos rótulos de alguns de seus vinhos. Todos os anos, um artista é convidado para personalizar os rótulos de cada colheita das linhas Reserva e Private Selection. Até hoje, foram 27 portugueses, dois angolanos e um brasileiro, o pintor Rubens Gerschman.

Prova vertical e lançamentos

A convite dos representantes da vinícola, participei, recentemente, de uma prova na Wine Store Carone, com as novas safras da linha Reserva, e também de uma vertical da linha Private Selection tinto, com as safras 2005, 2007, 2008, 2009 e 2011.

Os rótulos dos lançamentos, Reserva Branco 2013 e Reserva Tinto 2012, foram concebidos pelo artista português Alberto Carneiro. Inspirado na paisagem alentejana e fiel aos princípios de sua obra, Carneiro desenhou uma narrativa que abraça todos os rótulos da Esporão. O visual começa com a representação de uma árvore e quatro nuvens e termina com a inversão numérica desses elementos.

Esporão Reserva Branco 2013 | Alentejo | Portugal | R$ 70

A safra 2013 teve primavera chuvosa seguida de verão seco com temperaturas diurnas elevadas, o que possibilitou a maturação ideal e consistente das uvas. Na taça, mostrou notas aromáticas de abacaxi, tangerina, pêssego e um leve toque mineral. O paladar é de médio corpo, com predomínio de notas frutadas. A madeira entrou como coadjuvante, na dose certa, sem ofuscar a fruta. Saboroso, com ótima acidez.

Esporão Reserva Tinto 2012 | Alentejo | Portugal | R$ 94

Safra de um ano extraordinariamente seco, com baixa produção mas com uvas de grande qualidade e concentração. O vinho estagiou 12 meses em barricas de carvalho americano (70%) e francês (30%). Após o envase, seguiram-se mais 12 meses de estágio em garrafa. Rico, concentrado e saboroso. Belíssimo vinho. Estará disponível no mercado em janeiro.

Curiosidade

O rótulo da safra 1999 é uma pintura do artista Pedro Proença em homenagem aos mouros que ocuparam a região. Trata-se da figura de um árabe de barba, com uma taça na mão, muito parecido com o então desconhecido líder terrorista Bin Laden. Porém, em setembro daquele ano, houve o atentado nas Torres Gêmeas, em Nova York, que teve como suposto mandante, Osama Bin Laden, odiado pelos americanos. Naquela época, o Esporão Reserva 1999 estava chegando a Nova York. Todas as garrafas foram recolhidas e enviadas de volta para que os rótulos fossem trocados. A garrafa tornou-se item de colecionador, e por consequência teve seu preço aumentado.


A vertical do Private Selection

O Private Selection tinto é uma continuidade do Esporão Garrafeira, lançado em 1987. Inicialmente, era uma escolha das melhores barricas de Esporão Reserva, e, com o tempo, foi evoluindo para uma seleção das melhores parcelas da propriedade. No final dos anos 90, foi construída uma adega exclusiva para ele, que passou a ser o centro das atenções. O vinho é feito, predominantemente, com as uvas alicante bouschet, aragonês e syrah.

Esporão Private Selection 2005

Tanto o nariz quanto a boca já apresentavam notas oxidativas. Na boca, a fruta me pareceu ligeiramente passada. Vinho já em curva descendente. Álcool e madeira integrados. Taninos macios. Acidez e persistência médias.

Esporão Private Selection 2007

Nariz e boca equilibrados. Fruta e taninos ainda vivos. Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.

Esporão Private Selection 2008

Nariz e boca equilibrados, com fruta e taninos ainda vivos. Caráter ligeiramente frutado, com traços de especiarias. Boa acidez e persistência. Álcool e madeira integrados. Complexo e elegante.

Esporão Private Selection 2009

Aqui o estilo mudou. Mostrou-se forte e potente. Muita fruta madura e fundo floral. Por unanimidade, o melhor da degustação. Extremamente complexo e elegante. Excelente persistência. Madeira (baunilha) integrada e álcool equilibrado. Alia potência e elegância. Potencial para evoluir.

Esporão Private Selection 2011 (safra atual) | R$ 220

Vinho concentrado, mas não agressivo. Aroma potente e com várias nuances. Novo, mas pronto para o consumo. Paladar redondo, gostoso. Bastante longo. Deixou sensação agradável e duradoura.

As delicias da chef Arlete Nunes

Lombo de bacalhau

Carré de cordeiro com musseline de baroa

Mousse de chocolate com café


Só gente boa! – Leonardo Dantas, João Carlos Prado Filho, André Andrès, Silvestre Tavares, Rogério Baracho, Vanderlei Martins e a Chef Arlete Nunes.

MOVI – Movimento de Vinhateiros Independentes do Chile – www.movi.cl – é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilha da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

Acabei de participar de mais um encontro virtual no www.winebar.com.br onde representantes do MOVI explicaram o projeto. Também tive a oportunidade de provar um vinho. Trata-se do Polkura (pedra amarela, na língua Mapuche, fazendo referência à grande quantidade de granito amarelo presente nos solos argilosos da região) Syrah 2010, um tinto elaborado na região de Marchigüe, no extremo ocidental do Vale de Colchagua, com altitude, clima mais fresco e solos pobres na encosta, gerando conjunto que oferece condições ideais de maturação das uvas. Na taça mostrou muita concentração de fruta, estrutura e teor alcoólico. Para os que apreciam o estilo pancadão. Precisa respirar por no mínimo 1 hora. Deve evoluir na garrafa. ST (87+).

A revista norte americana Wine Spectator publicou o seu ranking dos 100 melhores vinhos de 2014. Seus editores provaram cerca de 18.000 rótulos durante o ano, 2.000 a menos que em 2013. Este ano, os vinhos portugueses se destacaram com três posições no top 10.

Argentina apareceu entre os melhores com 4 rótulos de Mendoza e 2 de Valle de Uco . Os destaques foram o Alfa Crux Malbec 2010 Valle de Uco, que ganhou a melhor pontuação, 94 em 100, e Luca Malbec Valle de Uco 2012, feito por Laura Catena, que ficou em primeiro lugar entre os vinhos argentinos no 19º lugar com 93 pontos. Também foram eleitos um Tikal Patriota Mendoza 2012 , e o Estates Patagônia Malbec Mendoza 2012 Zolo Reserve. Ambos receberam 91 pontos.

O Chile teve cinco rótulos na lista. Foram eles, Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor 2010 com 95 pontos, Lapostolle Clos Apalta Limited Release Colchagua Valley 2010 com 94 pontos, Viña Cono Sur Cabernet Sauvignon-Carmenère Colchagua Valley 2011 com 91 pontos e o Veramonte Cabernet Sauvignon Colchagua Valley El Caballero 2011 e o Viña Bisquertt Syrah Colchagua Valley La Joya Gran Reserva 2012, ambos com 90 pontos.

No restante da lista apareceram vinhos de 15 países diferentes, mas como de costume, os franceses, italianos e californianos dominaram. Porém, sem muita presença nas primeiras posições como em anos anteriores.

A Wine Spectator informou que a pontuação média do ano foi de 93 pontos, o mesmo que o de 2013, e que o preço médio foi de 47 dólares.

Os três melhores vinhos do ano

Em primeiro lugar com 99 pontos ficou o português Porto Vintage da Dow 2011 da adega Dow, muitas vezes reconhecida pela alta qualidade dos seus vinhos. Feito a partir das castas Touriga Franca, Touriga Nacional, Sousão, e uma mistura de uvas de vinhas velhas. O vinho é envelhecido 18 meses em barricas de carvalho antes do engarrafamento. Segundo nota de degustação é muito poderoso, sofisticado e requintado, tempero sutil e destacada nota de groselha preta, de chocolates, e muito bom acabamento. Este é o vinho considerado pela Wine Spectator como o melhor vinho de 2014.

Na segunda posição com 95 pontos, está o australiano Carnival of Love 2012 de McLaren Vale, vinícola Mollydooker Winery. É um 100% de vinho Shiraz que foi fermentado em barricas novas de carvalho americano. Segundo degustação nota é um vinho doce com notas de frutas vermelhas, picante, intenso, com corpo e um longo final de boca.

Em terceiro lugar com 97 pontos ficou o vinho Português do Douro, Chryseia 2011, elaborado pela vinícola P + S (Prats & Symington). Foi desenvolvido com as castas e Touringa Nacional, Touringa Franca, envelhecido em barricas novas de carvalho Francês. A nota de degustação explica que sua cor é roxo, tons diferentes intensos de frutas vermelhas na boca, ameixa, chocolate e notas de especiarias como a pimenta branca, e é um vinho com taninos redondos e estrutura equilibrada.

Vinhos argentinos que se destacaram no Top 100 2014

19. Luca Malbec Uco Valley 2012
25.  Alfa Crux Malbec 2010 Bodegas y Viñedos O. Fournier 
45. Tikal Patriota Mendoza 2012
48. Fincas Patagónicas Malbec de Zolo Reserva Mendoza de 2012 

Vinhos espanhóis que se destacaram no Top 100 2014

34. La Rioja Alta Viña Ardanza Reserva 2005 (D.O.Ca. Rioja)
50. Abadía Retuerta Selección Especial 2010 (VT Castilla León)
62. Bodegas Montecillo Viña Cumbrero Crianza 2010 (D.O.Ca. Rioja)
64. Cune Monopole Blanco 2013 (D.O.Ca. Rioja)
68. Godelia Mencía 2010 (D.O. Bierzo)
79. Marqués de Griñón Cabernet Sauvignon Dominio de Valdepusa 2010
84. Bodegas Marqués de Murrieta Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2005 (D.O.Ca Rioja)
95. Antonio Barbadillo Manzanilla Solear (D.O. Jerez-Manzanilla Sanlúcar de Barrameda)

Vinhos Chilenos que se destacaram no Top 100 2014

9. Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor 2010

42. Lapostolle Clos Apalta Limited Release Colchagua Valley 2010

44. Viña Cono Sur Cabernet Sauvignon-Carmenère Colchagua Valley 2011

55. Veramonte Cabernet Sauvignon Colchagua Valley El Caballero 2011

57. Viña Bisquertt Syrah Colchagua Valley La Joya Gran Reserva 2012

Veja a lista completa com preços em dólar – http://2014.top100.winespectator.com/lists/

Há mais de 60 anos toda terceira quinta-feira do mês de novembro um evento anual único acontece. As garrafas do primeiro tinto da safra da região de Beaujolais, na França, desembarcam em dezenas de países.

O vinho ficou conhecido após uma grande campanha publicitária, conhecida mundialmente pelo slogan “Beaujolais Nouveau est arrivé!”, traduzindo – o “Beaujolau Nouveau chegou”. A campanha foi um sucesso, conseguindo aumentar substancialmente a venda de todos os rótulos da região.

O vinho elaborado com a uva Gamay é leve, frutado (notas de banana e de frutas vermelhas), refrescante, e combina diversos tipos de pratos, como embutidos, frutos do mar, peixes crus, e até com pizza.

Na França, é possível encontrar uma garrafa por cerca de 6 euros. No Brasil por volta de 100 reais. Saúde!

Recentemente a confraria se reuniu no bistrô Sonho da Pulga para uma degustação com vinhos especiais. Tivemos a oportunidade de colocar lado a lado cinco safras do vinho chileno Domus Aurea, da vinícola Quebrada de Macul. Foi interessante avaliar as diferenças de um vinho com tanta personalidade. Segundo enólogos chilenos, tem um esquema que permite dizer que as safras ímpares são marcadas por uma primavera seca e calorosa, sem chuva ou complicações climáticas. São colheitas com muita concentração e cor. Por outro lado, as colheitas pares que têm sido mais complicadas, mas não ruins. Alguns anos pares não têm a mesma concentração, mas apresentam uma qualidade de taninos macios, ideais para os vinhos que se consomem mais cedo. Será? Nessa degustação a safra 2002 foi a pior….

Domus Aurea 1997

Rolha infiltrada 80%, visual rubi claro com sedimento aparente. Aromas tímidos, mas com os traços típicos de goiaba, eucalipto e mentol. No paladar se mostrou evoluído, taninos macios e média acidez. Acredito que já passou de seu apogeu, esperava muito mais. Não emocionou. ST (89)

Domus Aurea 1999 

Rolha em perfeito estado, visual rubi brilhante, sem sedimento aparente. Nariz intenso de frutas vermelhas, eucalipto, cedro, mentol e especiarias. Paladar se mostrou equilibrado, com boa concentração, frescor e elegância. Um belo vinho, mas não acredito que vai evoluir. ST (91)

Domus Aurea 2001

Rolha 20% infiltrada, visual já mostrando leve evolução, aromas encantadores e complexos de goiaba, eucalipto, mentol e cedro. Na boca mostrou um bom corpo, amplo, taninos aveludados e fruta na medida. Equilibrado, elegante e longo. Um vinhaço, que me emociona a cada dia. ST (93)

Domus Aurea 2002

Rolha em perfeito estado, visual vermelho rubi intendo, aroma fechado, lembrando pouco os anteriores. Paladar na mesma linha, com pouca expressão. Bad botlle L ST (84)

Domus Aurea 2003

Rolha em perfeito estado, visual rubi intenso. Apesar de ter gostado dessa amostra, achei que não apresentou sua personalidade, como na safra 99 e 01. Aromas de especiarias, cassis e mentol com grande cremosidade e persistência. ST (90)

Bueno La Valletta Sangiovese 2011

Acabei de participar de mais uma degustação virtual no www.winebar.com.br, onde tive a oportunidade de avaliar os vinhos da Bueno Wines (www.buenowines.com.br), criada pelo famoso narrador Galvão Bueno. Recebi dois vinhos, o Bueno Paralelo 31 tinto (R$ 90), elaborado com as uvas cabernet sauvignon, merlot e petit verdot da Campanha Gaúcha/RS, que já tinha provado e gostado, e também o Bueno La Valletta Sangiovese 2011 (R$ 175), produzido na região da Toscana, em parceria com o winemaker Roberto Cipresso, que estava ao vivo. Esse foi uma novidade. Na Itália a uva Sangiovese é a mais plantada, onde é à base de vinhos famosos como o Chianti e Brunello di Montalcino. Na taça mostrou um lindo visual rubi brilhante, aroma com notas frutadas, florais e de especiarias. Paladar quente, com taninos secantes e elevada acidez pedindo uma boa refeição. Típica italiana, se possível. Gostei bastante. ST (90).